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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Friends

Existem pessoas que são passageiras e realmente não valem nada, mas apenas o momento. Aquelas de quando se sai na rua a procura do que fazer em uma cidade pacata de interior como a minha, na qual não existe saída a não ser socializar até com o cachorrinho da parada de ônibus, ou então Punks loucões que vendem mini guitarrinhas artesanais, tentando te persuadir para conseguir um dinheirinho para tragar uma garrafinha de cachaça no finalzinho da madrugada. Tem outras pessoas que tu conheces de um jeito inusitado, que tu não esperas que vão representar uma grande amizade ou uma eventual companhia e no final se tornam grandes parcerias para a noitada e momentos de humor em períodos determinantes da tua vida. Tem aquela amizade de infância que tu levas em todos os momentos e compartilhas várias bobagens. Aquela que tu falas sobre pokemon, card games, rpg, filmes e rock em geral. Que prega até mesmo ideologias de vida, como tambem filosofias do tipo: adolescente tem que saber se encaixar de tal forma ou de outra., tentando achar seu lugar adequado. Mas além dessa tem aquelas que tu fazes no meio do percurso: no ensino médio, durante o trabalho, na vida cotidiana que tanto, por muitas vezes, odiamos e tratamos com estupor por sua monotonia. Essa amizade é sincera e fala sobre: realmente não importo sobre qualquer coisa que eu falar, mas se quiser pode ser meu amigo. Essa amizade é de verdade universal, é carregada pela vida e nunca se afastará em nenhum momento, ou se quebrará porque nela se encontra a verdadeira essencia da amizade: como um irmão ou irmã, ou pai e mãe. Às vezes odiamos essas pessoas, porque acham que são donos da verdade, ou mantem-se inflexiveis quanto a tudo que se fala. Mas não. São as pessoas que irão te fazer crescer, justamente por manterem-se céticos e com suas próprias crenças, aceitando quem realmente é/são: o amigo/ os amigos. Eles são diferentes e iguais, são a rejeição e o abrigo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Nostalgia de nada

Primavera se foi,
E com ela meu amor
Quem me dera poder consertar tudo que eu fiz
O perfume que andava com o vento pelo ar
Primavera soprando prum caminho mais feliz

Pois a rosa que se esconde no cabelo mais bonito:
é um grito, quase um mito, uma prova de amor.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Estranho

o que é estranho no final? estranho é a dor de não ter ou a dor de sentir vivo? sentir é querer algo e não saber se no final é possivel. a expectativa é a única ferramenta de dor que percorre o ciclo da vida. e a vida é tanatus; é a moira que nos conduz. no lo se o que hicistes para quedar te así tan malo... bom e mau. processos de quem sabe o que faz e que pensa no que quer. Na verdade no final apenas haverá uma simples palavra vagando no momento que se está jogado na cama e pensando no sofrimento da bizerra: isso é um emaranhado de complicações desnecessárias. simplificando isso consigo ver claramente: não é o que eu quero. vou te escrever um tchau! não é isso que tenho que ter para me sentir feliz, é muito mais. que estranho e diferente: do que adianta escrever coerentemente no coletivo e não expressar porra nenhuma de nada. falta é feeling e não gramática ou métrica e estrutura formal. dane-se TU, ELE, NÓS, VÓS e ELES. principalmente VOCÊ, ah só espero é que SE dane. Todo lugar tem seu tempo, toda pessoa tem seu tempo, todo segundo tem seu valor = entao pra que desperdiça-lo com isso. Natal da caldeira brasileira. Minha sombra me persegue e não sai de meu lado: 14:33

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Agora, nada de poemas!

Agora neste momento estou bebendo para esquecer da quantidade de provas que tenho pela frente!! Adooo-o-ro! Até mais pessoal!! Coração's place!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Perfect Eyes

this is just a part of you, but now is also a part of me
these feelings are getting me insane
I hope it's not in vain...
I want to be with
I want to feel it.
Let go of me. Never. Stay.
Such a lovely game you play.
Not the hands, not the arms, not your face.
all the rest are part of my own skin
it consumes me... it drives me up the wall
it shakes the world that lies behind my eyes
i still fell the essence
i can feel the butterflies in my stomach once again
nervous i am not and never will be
i cant run away from you or me...
let's lay down next to the river or the sea...
would you like to see me breath?
sorrow is trying to fly away towards the rainbow
it's spreading wings into the sky of my fingertips
I pass my hands all over you face...
I hold you tight and smell your skin.
no!no. it cant be...
yes it is.. it's not a fight again.
not indeed.. come out...
come out... let go of me...
I wanna let you in!
this life is just the same with or without you...
but it's better taste the wine when it grew old.
meaningless are the words. meaningful is nothing.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Yesterday

Ver-te-ei morrer de risos, inabalável e trágico fim meu.
Esperar-te-ei de olhos abertos,
pronto para que procedas ao meu fim
Viestes novamente em meio ao caos de minha vida,
na tentativa de roubares aquilo que recuperei
Perseverante e esperançoso sempre serei.
Viver é sinonimo de sofrer, ah, isso eu já constatei.
Não sou poeta parnasiano não, sou maneirisista.
Na verdade sou aquilo que fica relativo
no mais moderno meio da pista.

Mas não sou de seguir moda, modista nunca serei.
Te liqüefaço em desgosto por mal ou por bem.

Vamos ver até onde
o anteontem vai me levar
como o vento leva o veleiro no mar.
As vezes rio no raso e ainda tenho medo de me afogar!

Então, o Sr. prepare as defesas para uma guerra começar
fique preparado quando nemesis atacar
será tua glória - de qualquer maneira sagaz
já que tentas mais uma vez em boas mão estar.

"you think too much" you said. Do you think so?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Marcha Fúnebre

Quando o despertar do sol não for de grande valia para nós, estarei irremediavelmente afogado em trevas e princípios de enfermeridades pulmonares. Quando as fábricas e carros, elementos transcendentais, respirarem o melhor do seu ar vivificante... iremos maquinificar* este mundo. Em instantes de glórias e virtudes, só brilharão tuas viscissitudes, terás que matar o próximo (Outro) para te sentires confiante. Me mate primeiro. Quero partir de uma vez desse nicho de burrice que criastes, ó animal racional, tu és o único da cadeia trófica que mata a ti mesmo. Então, como numa corrente, vamos festejar nossa fúnebre marcha ao solo, junto aos vermes.

*transformar algo não-mecânico em algo mecânico,
marcado pela repetição sem reflexão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Febre

A doença aproximou-se, pude senti-la arranhando minhas costas. Ainda que o sonifero tenha agido rapidamente em minha corrente sanguinea, durante os segundos que perduraram a agonia, minha pele fervia em fogo e brasa. Percebi por um momento que pude pensar em todos os problemas humanos durante esse período pré-morte: sustentei-te com a mais bela memória, enquanto os pixeis do teu rosto se desfaziam com a transição de pensamentos; senti-me bestificado ao te ver e angustiado ao te olhar sumir; me afoguei em uma piscina de textos logo depois; e conversei pelo que pareceu ser uma eternidade com Cunhambebe: me perguntava por fim, se eu poderia ser um tamoio, ou então um pacificador que entendesse a linguagem indigena e perós para evitar o massacre dos moradores das matas; podia ver-me tambem em um grande auditório capacitando os ouvintes a aprender a viver; vejo meus heróis insignificantes e os cegos ignorantes em estátuas - com muito orgulho - sendo carregados, passando numa esquina qualquer de Porto Alegre; posso ver uma biblioteca imensa em meu quarto contendo todos os livros sobre todos assuntos; sinto calafrios, sinto vontade... tenho vontade... de renascer acumulativamente; te amo, nunca odeio, só fervo, enfermo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia de vida

"Oi, como vai? Tudo bem comigo. E contigo vai tudo bem? Pois bem, minha vida está cercada de desastres. Como assim? Outro dia sai pra rua e tive o previlégio de presenciar um acidente de motociclismo no qual o homem que dirigia morreu, outra vez sai para balada com intenção de me divertir e tive assistir a morte de um cachorrinho que sofreu um acidente de carro. Mas tenho que continuar a minha vida, sabe como é. Porque não pude ajudá-lo a tempo, já que ele demorou apenas uma fração de minutos até fechar os olhos. Tentamos ligar para o veterinário, mas ninguem nos atendia e quando conseguimos entrar em contato com um deles, nos tratou como retardados, afirmando que não podia se fazer nada por ele, motivo: eram 3 h e 30 da noite.
Ora bolas, mas agora os animais têm hora pra morrer? Que gente despreocupada com a vida. E ainda por cima um veterinário, um cara que tem que exercer um papel social a favor dos animais, da natureza; que tem que ter uma consciência, e até um ponto um afeto com eles. Mas não fica assim. Esse tipo de coisas acontecem e não podemos fazer nada, a gente tem que se sentir impotente mesmo. É verdade, mas agora, a única coisa que deves fazer é tentar seguir fazendo tuas coisas, sem deixar que isso interfira na tua vida, mesmo que sejam coisas horriveis mesmo cara.
Eu sei, mas é dificil esse tipo de situação. Às vezes eu tô legal, e ai de uma hora pra outra, me lembro dessas coisas. Mas que seja!
E ai, como foi tua prova esse final de semana? Sim, dizem que estava muito maçante. Ninguem que eu conheça se saiu bem. Todo mundo ficou com média 6, 7, 8. das 180 questões. Claro, eles querem fazer tudo isso em 5 horas, é impossivel. Sem condições. Tá então te ligo depois: beijo."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O fim da 'headache'

Me procure, me chame pelo nome que estarei te esperando.
Essa distância e dissolução,
me agarro as memórias enquanto surgem.
O sono traz a libertação e a esperança de um novo dia
acordando do sofrimento de estar sem você.
Eu me rendo a um outro momento, outra e-t-e-r-n-i-d-a-d-e.
Me procure por conforto, me chame por consolo
que estarei esperando pelo fim do coração partido.
Você me conhecer mais do que muito bem
Minha única vontade é desfazer as coisas que nos dividem.
No sofrimento grunho seu nome e minha voz reflete meu tormento...
Me procure por conforto, me chame por consolo
que estarei esperando pelo fim do coração partido.
Estou respirando? Minha força me falha...
Seu retrato, uma memória amarga.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Imediato, novo e diferente

Ao permitir a entrada franca e o esclarecimento da essência, existe um certo preconceito contra a inocência e a idade. O preconceito baseia-se em um pré julgamento sem qualquer aceitação do Outro. Uma visão préviamente construída pela imaginação, constituindo uma imagem deturpada da essência e do real. 'I could walk across the ocean as long as you walked along with me. You will see it's not too late.'O que pode ser dito é a não-palavra, digo, a atribuição de sentidos através da construção do discurso pode ser catastróficas para aqueles que não conseguem refletir, considerando apenas os dados a serem absorvidos pela experiência imediata. Sure.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Alive and Kicking

Live your best, use all your senses to feel it in every ways, discover its own taste.Enjoy every silly moment and smile always. If it has no meaning, at least you did sthg good at your life. We all die in vain, I'm quite sure about it. So, let's get nuts and do whatever (good crazy things, ok? don't go out killing ppl)comes to our head. Peace out!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Inverno de Novembro

Enquanto dirigia rasgando o leve manto de sereno noturno que se alastrava pela estrada, meu parabrisa permanecia eufórico diante do vidro do carro, dançando para lá e pra cá rapidamente compassado. Embora minha atenção estivesse focalizada na nevasca de nojo e desalento em meio a minha escuridão interior, percebi por uma fração de segundos a tristeza e desabrigo daquelas árvores lá fora: atoladas no frio da neve, sendo torturadas pelo gelo. Não estou sozinho, pelo menos ainda tenho o parabrisa.

sábado, 28 de novembro de 2009

Noite

Agora é sábado, na verdade domingo, pois já são 2h 20. Vamos sair ao La Morsa, para enxer a cara, falar muitas e muitas 'slang words' e obter afterwards uma ressaca. Inclusive, tive ontem uma. Sabe como é. Tchau. Boa noite. Espero arejar a cabeça um pouco.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tentativas

Uma vez falei demais, mesmo sabendo que não devia falar.
Outra vez, olhava estático e confuso a espera de respostas que nunca surgiriam.
Mas de todas às vezes, arrependo-me de tudo,
porque nada deu certo.
Não sei se... não sei se tento... deixa pra lá...
Remôo minhas dores como uma maquina de lavar gira suas roupas.
Estendo minhas mãos,
como um homem bem-sucedido
que se passa por um mendigo abandonado,
para entender a essência daquele que não sou eu,
para então, entragar-me por completo.
Tenho presságios de finais felizes
ainda que o mundo continue desabando em cima de minha cabeça.
Nas noites frias, eu lamento só, ao desalento;
E a confusão convulsiva de minha alma, me enche de escuridão e medo do temido vazio.
Às vezes eu... não queria te falar que... é que não quero que compreendas que...
Sou uma casa vazia, sou um espelho quebrado e uma velha fotografia.
Sou a planta sem vida, o giz que não escreve e o caderno desorganizado.
Sou um guerreiro "fujão" e uma espada que prefere continuar sem uso.
Tenho medo do escuro, mas não me machuques...
caso tentes me tirar de meu nicho bucólico.

Não me mostre o sol
e depois o tape com nuvens cinzas.
Chova, mas não me afogue.
Sinto que... eu sei que... cansei de verdade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Último Suspiro

No momento ignoto em que tudo acabar, haverá uma breve pausa para enunciar o novo começo. Com ou sem intermediações, a todo instante a vida e tudo, migra para uma só direção: o fim. Essa pausa não somente irá simbolizar a epifânia, ou o embevecimento da fragância da morte que aflorescerá, mas também trará à tona o último suspiro...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dicionário do Nerd


" Nerd não pede ajuda, pressiona F1
Nerd não bota comida na boca, ele inseri
Nerd não tem letra, tem fonte
Nerd não tem foto, tem arquivo jpg
Nerd não tem pênis, tem um disco rígido
Nerd não tem cérebro, tem placa mãe
Nerd não tem música, tem arquivo em mp3
Nerd não vê imagens, captura
Nerd não guarda, salva
Nerd não tem memória, tem hd
Nerd não manda, envia
Nerd não corrige, pressiona backspace
Nerd não aumenta, pressiona capslock
Nerd não tem nada comum, só padrão
Nerd não conversa, troca informações
Nerd não revisa, revê os dados
Nerd não arruma a bagunça, faz um scandisk
Nerd não tem preferência, tem favoritos
Nerd não tem mochila, tem pasta
Nerd não vai a escola de carro ou ônibus, pega um atalho
Nerd não ri, faz :-)
Nerd não fica nervoso, fica sobrecarregado
Ner não aprende a mexer nas coisas, aprende os comandos
Nerd quando fica nervoso não toma um calmante, pressiona ctrl + alt + del
Nerd não joga nada fora, deleta
Nerd não transa com uma mulher, se conecta com ela
Nerd não sai, pressiona Esc
Nerd não arrasta, direciona
Nerd não começa tudo de novo, pressiona reset
Nerd não toma vacina, tem anti-vírus
Nerd não aprende nada, abstrai informações"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alterego

Hoje eu sonhei que fui mais longe. Estava na parada de ônibus quando te encontrei. Conversavamos sobre nossas vidas e nossa instabilidade emocional momentânea.
Primeiro te disse que esperava a qualquer momento deixar a cidade. Não iria parar até alcançar minhas metas. E depois te falei que não tinha ninguem. Tentei te explicar através de milhares de adjetivos de descrição, detalhadamente, o que resultava daquele estado de espirito abditivo em mim; como eu estava angustiado pela carência lúgubre de afeto que me remove do eu; que me comove em ritmo cadenciado; que me desmancha até alcançar a vulnerabilidade física e mental de minha essência. Te contei que eu era cedível à abstração e que meu erro era torná-la real a ponto de automortificar minha alma acéptica. Além do mais, te expliquei que fujo do desalento procurando-o ao desaguar meus prantos em mim mesmo. Só que estava tão submerso em mim, que não pude ao menos ouvir seu silêncio. Me acordei desajeitado, nostálgico e com medo de tua resposta.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A última, eu rejeitei !

Às vezes penso que posso ter cometido um erro, às vezes não. Talvez não ter gostado de ti, fez com que eu visse o quanto que perdi para ele. Sei o que queres, sabia o que querias: não penso que vou te satisfazer por completa. Estou sendo abarcado erroneamente por teorias anciãs do romance transitório do Velho Mundo. Estou preso em meus próprios lençois. Sinto muito a tua falta. Na verdade, sinto a falta de não sentir nada por ti - talvez isso caracterize o oposto, mas eu não sei, não pergunte pra mim. Apontastes uma arma pro meu peito esperando uma resposta, desculpa eu não faço nada sobre pressão. Me recuso a te esquecer. Todavia ainda sinto interesse de achar o que nos conectou tão naturalmente, naquele tempo. Talvez procurasse me identificar com a dor que te causei. Não sei se ainda sofres, mas eu ainda sofreria. Sou muito ruim nisso de 'eu' lírico, sabe? Tambem, meu melhor 'personagem' sou eu mesmo, não preciso falar por uma força de expressão. Sempre sei o que eu quero. E agora tenho certeza que preciso comer alguma coisa e sair desse lugar...

A não-(in)certeza

Em uma noite soturna, te espero em meu leito,
bucolicamente apaixonado
e inexoravelmente desesperado pelas tuas vindas.
Me trazes a verdade irrevogável e a ficção lógica.
E se eu fosse um autômato celular...
feneceria de falta de sentimentos
ou simplesmente sentiria sem sentir?
Nada é o Tudo quando estás aqui.
Tudo é o Nada que ilumina o nada
do qual nos alimentamos diariamente para poder prosseguir.
A vida é preenchida por átomos (moléculas indivisíveis)
e inúmeras partículas antitéticas
que se mutam em problemas esperando respostas inexistentes:

Quem...? O quê...? Quando? Por quê?

E no final só implicarão indubitavelmente em:
Espero...

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma pata com pêlos



       Gosto mesmo é quando chego em casa e vejo ela esperando por mim. Os olhos castanhos, um jeito envergonhado, com uma certa excitação visível em sua face. Ela tende a vir em minha direção toda vez que fecho o portão e então corre para o abraço. Adoro ver a felicidade e a sinceridade que exala em cada cheirada de minha camiseta durante nosso abraço interminável. Ela as vezes parece entrar em um estado estranho de frenesi, e age como se fosse me ver pela última vez - o que me faz me sentir constrangido algumas vezes, mas seguro. Lembro como se fosse hoje o dia em que segurei ela com minhas mãos pela primeira vez, arfava euforicamente e grunhia sons incompreensiveis de inquietação. Ao decorrer do tempo, foi ganhando forma: antes era tão pequena que não conseguia vislumbrar seus pequenos olhinhos escuros, até porque nem abria os olhos direito, mas anos depois tornou-se a pior dos monstros. Sua infância foi um periodo complicado para as almofadas do antigo sofá da minha mãe e os travisseiros da minha cama. Três por quatro encontrava pedaços nojentos de baba escorrendo na lateral do cobertor da minha cama. Toda vez que eu me acordava, colocava a sua cabeçorra aconchegada do lado de meu rosto e ficava suspirando a manhã toda com muita expectativa para que eu acordasse e começasse novamente a festa do outro dia. Ela me causou muitas ânsias de vomitos ao defecar meus chinelos, ou então presenciar sua satisfação ao beber um pouquinho da agua fresca do vaso sanitário aproveitando meus momentos de fraqueza em relação as regras da casa. Quando saíamos e deixavamos ela por conta própria por algumas horas ela costumava fazer decorações por toda casa com papéis higienicos e lixos orgânicos em todas as partes da casa que deixavamos disponiveis para que ela transitasse. As bolinhas de tenis não eram brinquedos para ela, eram comida. Enfim, se eu pudesse apontar as diferenças entre os estragos que o pé-grande iria fazer, e ela dentro de casa, não seriam tão distintos. Depois de alguns gordos anos de ração e comida caseira, ela se tornou fisicamente o pé-grande. Minha mãe me colocou contra parede e mandou eu acostumá-la a viver fora de casa. Foi a queda de seu reinado e a entrada da era que eu chamaria: peludiana. Nos primeiros meses, foi um certo sufoco as noites com ela gemendo lá fora. Aquilo me torturava inicialmente, mas depois começei a ganhar uma certa frieza de comportamento, já que nao teria outro jeito: havia uma guerra psicológica dentro de casa, - lembram da guerra fria? Transfiram isso para uma atmosfera canina e tirem a neve - mas graças a deus, aquilo teve um fim. Bom, tambem me lembro infelizmente, de um outro evento que aconteceu meses depois dessa revolução canina lá em casa. Se eu bem me lembro eu fazia meu ultimo ano no ensino médio e um curso pré-vestibular pela tarde. Como de costume, eu voltava pra casa lá pelo entardecer do inverno brasileiro: eram por volta das 6:30. Minha mãe estava na rua quando cheguei em casa, ela me disse que ela tinha sumido. Nós procuramos ela por toda volta, em todos os cantos, toda rua que tivesse uma valeta gostosa ou algum lugar para que ela se banhasse majestosuamente, no entanto, nada encontramos. Minha mãe falou "A gente espera até amanhã, vai ver ela foi dar uma volta e quem sabe ela volta. Ela já bem grandinha e sabe o caminho de casa". Sempre confiei nas coisas que minha mãe falava, palavra de mãe é verdade absoluta: dona coruja. No outro dia, tive a infelicidade de saber que ela ainda não havia retornado: havia algo de errado. Essa agônia durou um longo período, até que um dia ela surgiu novamente, com vários machucados no corpo molenga dela, seu pescoço sangrando e suas patas ensanguentadas tambem, ela vinha capengand, entrando em casa. O que quer que tenha acontecido, foi com certeza uma experiencia traumática tanto para mim quanto para ela. Mas, felizmente - cansei dos "infelizmente"- recuperamos ela a sua forma natural. Hoje ela ainda é a mesma cachorra de sempre: carinhosa, arteira e fedorenta - devido aos preteridos banhos de valeta. A Preta nunca teve uma vida de cachorro abastado, ela é uma cachorra do ghetto com muito orgulho, no entanto, ela sempre se divertiu e teve várias pessoas para ser feliz pra cachorro. Ela já tem 11 anos e é o amor da minha vida. Preta: eu te amo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

The end

I named it the end.

"If I could die right now,  I swear I would.
Just to kill the increasing pain inside.
I don't know where it comes from,
don't even know where it's going.
But I'm crying like a baby
and there's nothing I can do about it.
Feeling like this: defeated, small, feeling no one.
I'm nothing at all."   Suellen Rubira

Welcome!

Taken from:
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3353167910454245445&postID=294646626906728347&page=1 acessed on 2009.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

November 11th

         Today is November 11, I've been living a hell of a day. Throughout this day I've been feeling down for many reasons. You know, I'm not the type of person that goes away from something wide shut. I'm the opposite, so I must learn to deal with these crises in my everyday life.
         Although I've never been the luckiest into something. I always try to keep my head straight. I believe that friendships are built with trust and I trust all my friends and I'd never betray them or make them to stay back in something. I am a really idiot sometimes because I make friendships really fast, which means that I trust people really fast and treat them all equally. What makes me really sad is to find people that you consider close friends and at the first opportunity they put you at stake. If someone doesn't like me, I give my best to find the cause and repair my mistakes in order to take this barricade down... and this is a selfish attitude because, actually, I don't feel comfortable to lay down knowing that someone's angry at me or someone's misjudging me.
        I am not the perfect person, the best student or the good guy. I am someone full of mistakes wanting to be corrected and listened. I love my dogs you know.. eventhough they piss me off sometimes, they've never turned me down and whenever I need them to be with me, just to make company or to talk - I love talking to my dogs - they are there, stood up next to me, keeping the guard.
      Well, sometimes every excitement I have and energy that makes me to go further into something disappear whenever someone is deceitful with me; whenever someone discourages me or treat me bad with no reasoning. When this kind of stuff happens, I usually lose my ways, my focus into what I'm working on and get confused about my aims and my behaviour with other people. Because deep inside every gesture people around do to me is meaningful to my life and when I got the feeling that there's something wrong, it seems that I'm doing everything wrong, that I am misucceeding and that I should be doing something else...
         Just to let it out, sorry I hate to get these things stucked.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O dia ainda chegará !

       Já faz 8 meses sem seu sorriso, seu abraço e seus beijos. E ainda lembro de você nas noites solitárias:
sem meus amigos e minha família, só o meu cachorro e meu travesseiro.
      O que me ajuda mais a esvair esses sentimentos para as gavetas de meu guarda-roupa, são as comédias-românticas e as músicas agonizantes de debussy e coldplay.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Momento de Silêncio

No momento de silêncio,
pode-se ouvir claramente meus gritos de fúria.
No momento de silêncio,
não me sinto orgulhoso dos meus sentimentos
(aqueles resultam da tristeza).
No momento de silêncio,
me considero um perdedor de batalhas e guerras noturnas.
No momento de silêncio,
o barulho do movimento dos ponteiros do relógio do meu quarto
retumbam descompassados com delay
para incitar o meu momento eu.
No momento de silêncio,
esporadicamente as memórias me trazem as mágoas
exaltando a vida ordinária e perene que levo desde então.
No momento de silêncio,
retorno a minha origem nata, o oposto de mim mesmo: o outro.
No momento de silêncio,
recordo-me do mais profundo e letárgico filme de cachorro
tentando fazer associações com o "amor verdadeiro".
No momento de silêncio estou em combustão.

Único caminho pela frente

         Posso sentir o farfalhar das árvores enquanto quebro as folhas rejeitadas do outono espalhadas pelo chão ao seguir meu caminho silencioso. Estou tão introspectivo ultimamente que posso sentir a agônia de minhas próprias palavras ecoarem em minha cabeça. Talvez eu exploda e ninguem se de por conta. No entanto, o que um poeta espera das outras pessoas? Compaixão? Psicologia? Digo, um poeta não, até porque tu ja notastes que não tenho habilidade nenhuma com textos - todo dia aprendo e reaprendo minha gramática com meus caros colegas - só tenho loucura. O que uma pessoa que escreve palavras confusas espera de si mesma? Ser lida? Ser escutada pela voz interior daquele que lê? Sim e não. Sou aquele que escreve para sí mesmo. Faço minhas, minhas cartas de amor e me apaixono pelo outro eu após desemaranhar o novelo de palavras e encontrá-lo em exílio, encolhido em retalhos de sentido à outra margem de mim. Impacientemente, continuo vagando através da penseira que abriga meus pensamentos pela avenida das vidas vazias, ainda que seja o único caminho pela frente.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sinestesia

Em alto som, através da música,
sinto sinestesicamente¹,
seu toque e sua presença;
logo, ela se torna meu novo vício.


¹condição neurológica em que o estímulo de um dos sentidos provoca percepção em outro.

Saudade

           Espero ver através do parabrisa de seu carro que não há ninguem ao seu lado, espero que você lembre o que eu lembro quando penso sobre você. E sobre aquela tarde de verão na sacada, um verão de mercúrio, um satélite em seu teto estrelado na imensidão. Enquanto o show de fogos no entardecer iluminavam o quarto com uma cor diferente de minutos em minutos e os batuques de euforia e agitação não paravam lá fora, nós estavamos deitados olhando um para o outro e eu te amava. Em nosso ninho ficavamos por horas e até mesmo o dia inteiro e eu te amava. Tu afagavas meu rosto e suspendias teus braços sob meu corpo, pedindo para eu ficar. Nosso banho de mar, nossas trocas de olhares enunciavam a mais intensa paixão. Tenho saudades de quando entravamos no quarto, jogavamos nossas coisas pra qualquer lado e iamos pra cama, de baixo dos cobertores. Admito que sentia ciúmes de ti quando te afastavas de mim e desfilavas até o balcão da lancheria sem mim para pagar o que eu não podia pagar na época, mas eu te amava. Eu permanecia ali esperando que aquele momento nunca mais acabasse. E hoje eu só espero te ver de novo.

sábado, 7 de novembro de 2009

Espírito Santo

        Nossa rotina na maioria das vezes é a principal fonte de tédio em nossas vidas. Tem certos momentos que temos vontade de jogar tudo pro ar e até entramos em crises existenciais.
Mas você conhece Jesus?

         - E tudo começa pelo maldito nome, nesse caso: Jésuis.
Embora Jésuis viva feliz, Jésuis acorda; Jésuis levanta; Jésuis bota sandalha; Jésuis vai pra escola; Jésuis anda, anda, anda; Jésuis sempre cansa - sabe como é que é né, aquele sol fica punhetiando nas costas da gente - mas o diacho não pára não! Jésuis é cabra macho e num se deixa por vence; Jésuis pára no bar do seu João pa tomá-lhe um bom de um refresco; mas Jésuis se aprunta ligerinho porque ele sabe que seu João é o maior tagarela de Jeruzalindóia - Jeruzalindóia do Norti, cidadezinha mequetrefe di treze habitantes jogada pus burro, lá onde Judas perdeu as bota - entounces, Jésuis anda mais um punhado; Jésuis chega na escola; má Jésuis é um bonde de força di vontadi homi; Jésuis estuda todo santo dia e cum muito bom gostu sim; no final do dia, Jésuis pega um saco di coisa pá cume que o seu Sr. Prefeito custuma manda num trambulhão de ferro, esquisito que nem ele, pra escola pas pessoa num morre di fome meso; Jésuis a noitinha volta pra casa e caminha tudo di volta; Jésuis sempre senti ou muita dor ou um pouco mais que esses montes de dor, sabe comé corpor molenga di nordestino né, tão magrinho que o saco dói direto nos osso; mas Jésuis fica muito melhor toda vez que avista o barraco e a casinha de páia da falecida cadelinha Seca; Jésuis chega em casa e limpa os pé de sangue por causa da maratona do dia; quando Jésuis entra com o saco as cria já vem remexer: aquele é o momento de glória di Jésuis, ele senti como se tivesse conquistado as América, que nem Colombo; a muié de Jésuis olha pra ele prometendo um Surplus; Jésuis depois da comilança dorme pra faze o meso no dia seguinte.

        Dessa forma, percebemos que existem pessoas com vidas muito piores que as nossas. Logo, devemos refletir antes de desistir de...

      - É mas Jésuis é santo, eu sô Deus e já tô di saco cheio dessa rotina de ser "teu pai"!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Se um dia..

Se um dia eu me arrepender de tudo,
vou me arrepender de não ter me sentido vazio.
Se um dia eu me arrepender de algo,
vou me arrepender de tudo o que não fiz ou deixei de fazer.
Se um dia eu me arrepender por não ter sido louco,
vou me arrepender por não ter sido eu mesmo.
Se um dia eu me arrepender por não ter rido alto,
vou me arrepender de não ter vivido o meu máximo.
Se um dia eu me arrepender por não ter sofrido,
vou me arrepender por não ter sido humano.
Se um dia eu me arrepender de nada,
já não estarei entre os que se arrependem:
fico imaginando como é sentir o tudo e o nada.

Memórias

Já havia me esquecido do teu beijo e do teu toque...
demorei duas noites para me lembrar de como eram.
Dois corpos macios em contato:
o teu mais detalhado e dominador,
consciente dos rumos que tomava,
bipolar e ambivalente, provocador e inocente;
Já o meu em expectativa:
deixando ser levado pela valsa de teu desejo,
inquieto e libidinoso, inconsciente e incontrolável.
Me afundo em memórias na noite profunda. E agora?
Onde andam teus lábios?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Carro da morte

Você me disse para acordar quando o sonho já parecia real.
Agora nada mais restou do que havia sido construido em mim,
apenas a enchente de lágrimas que lava minha alma
de tempos em tempos,
esperando que sua imagem desapareça de minha mente.
Então traga o carro da morte pois vou dirigí-lo pela noite.
Assim poderei voltar pra casa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tired

There's no end to this road you stand
There's no start to get things right today
Your head spins round and round like a hurricane
By waiting underneath the rain
You gotta let the drops of water to wash everyhing away
Let the sickness and the worries go away
nevertheless, it doesn't really belong to you
even if there's a motivation to be into this
Sit whenever you think you should
chill out and act like you dont care
Because tomorrow,
the whole thing will be meaningless
that's what this life is for...
no one deserves nothing.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Maresia de Outubro

A maré alta terminou. E antes que a onda me derrubasse,
pisei em terra firme, areia de praia.
Só que ainda não estava a salvo,
pois a maresia trazia o sal da água de volta as minhas narinas
que ardiam sem parar,
como se ainda estivesse me afogando dentro da água,
submerso no mar; deixando minha vida; debatendo-me como um peixe fora da água
e perdendo a consciencia e os sentidos um a um;
sufocado pelo solvente que fornece a vida ao homem,
quase numa tentativa sádica de homicídio.
Batia meus braços e pés
tentando atingir à superfície sem sucesso,
sendo dragado pela escuridão e dor silenciosa
de um mundo outrora desconhecido,
onde eu representava apenas um minusculo ser
que estava imerso à giganteza depressão do oceano de lágrimas.
Achei que a tormenta passaria
ou que algum barco poderia aparecer para salvar-me
de minha própria natureza,
mas me restavam apenas alguns segundos de vida até sentir meus olhos fecharem por completo.
O que por ventura estava me matando era o que tinha me mantido vivo até ali.
O que ainda não me matou é o que continua me matando.
A maré alta terminou. E antes que a onda me derrubasse,
pisei em terra firme novamente.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Negação

Não tenho nada para seguir,
não tenho encontrado a saída.
Você é o espinho que perfura
da flor que se apaixona.
Posso sentí-lo entranhado em mim.
Não me enterre, apenas me deixe.
Há alguma coisa além deste mundo,
já não me sinto mais tão vivo,
Se um dia estive.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Introdução

Talvez seja besteira tudo isso,
talvez seja tolice.
Mas qual sábio já não fora tolo
uma vez na vida?