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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Metaphors

Set my eyes to sleep while August sings a warm symphony.
You are the unpaged lines; the story untold; the restless dreams; the light of my solutions;
How dare we attempting to control everything?
Embracing the rain.
Counting the uncountable
Singing to the deaf.
you are the complex number; the question mark; the untraceble relative clause.
Set my head to sleep while Winter sings a cold symphony.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Semente

           Hoje a noite aconteceu algo bem curioso. Em um aniversário havia esse garoto de 7 anos que brincava com uma menina. Por algum motivo ele caiu no chão e a menina foi para volta da mãe dela. Até aí, nada de tão interessante, a não ser pelo fato de ele permanecer no chão agarrando o dedão do pé. "O que tu fazes ai jogado no chão tche?" perguntei curioso. E ele me respondeu "Por que elas são assim?" Bom, nesse momento começa o que eu caracterizaria como curioso no início do texto. O menino continuou "Por que elas fazem esse tipo de coisa?" Não comentei nada, apenas ri e pensei "nossa, aonde ele está indo?".A menina então voltou e disse "Ainda tá doendo?" E ele disse "Tá, né." Não era proposital eu estar ali presenciando a cena, pois meu objetivo no quarto era terminar de colocar as meias e o tênis. Ela saiu do quarto novamente, e ele se virou em minha direção e continuou "Mulher é um ser complicado, né?" Era, no mínimo, engraçado ver aquele garoto  reproduzindo aquele discurso tão tradicional com tanta convicção. "Elas pisam no pé da gente sempre que têm oportunidade, que saco." Eu comentei "Vocês estavam brincando. Acontece, ora bolas." Ele me olhou, levantou-se, enrugou a testa e colocou as mãos na cintura me encarando. " Vem cá, por que tu acha que eu falo pro meu dindo que não é bom namorar, eu digo pra ele, dindo não namora porque mulher é complicado, por isso que eu digo...". E, de repente, ele correu para fora do quarto. Achei uma situação engraçada, mas ao mesmo tempo reflexiva em relação a criação de nossos filhos e filhas, interessante de se postar.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Minha defesa: medidas euripedianas

    Minhas orações contém várias vírgulas. Minha opinião é formada através de várias objeções. Meus textos possuem muitos apostos. Meu suporte é estar subordinado.
   A incoerência entre o paradigma do real e da teoria torna-se um embate ignoto do conteúdo substancial amorfo contra o discurso autoritário. Tambem serve como  uma carcterística que marca um posicionamento ideológico e moral, que tem por natureza resistir a erudição formal, a velha forma mítica das já não novas formas racionais.
   Silencio-me diante do inexplicável, - ou ao menos o todo, fragmentado, que precisa ser resignificado por partes - ou o minimamente complexo.
    Nada em jogo, tudo a perder. Ainda que o poder esteja nos andares superiores, o conhecimento reflexivo epistemológico mora no apartamento inteiro. (um posicionamento sartriano)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Inspiration

Se no teu sorriso teceu-se o paraíso, a tarde mais ensolarada encontra-se enxugada na madrugada dos teus lençois.

Comments on New Friday 13th

     I was bored at home and decided to download some stuff kill some fucking time. All of a sudden, I just came up with this idea about watching horror movies. Absolutely, new stuff was outta range. I wanted something to remind me the good old creepy time i had at night struggling to get through the dawn. I downloaded 'New Friday 13th.' 
      Why did I do that? I'm still asking myself, since i've been told it was just another american pos hollywood horro movie, but i fought against my skeptical head and put all prejudice aside to give it a shot...  :S
       Almost every horror movie has insanely large holes in the plot and unbelievable action in it. But the GOOD ones dont let you notice that shit ,because you are too scared or having too much fun with the ride, like the original Nightmare On Elm St, or ALIENS or FLY...  But this new FRIDAY has a HUGE hole that was overlooked so quickly i’m wondering if anyone even questioned it during production. They make another drastic decision to make Jason NOT supernatural. (i knew he was a normal person, i thought i've seen him these days in my neighborhood ¬¬) He isn’t a zombie, he doesnt get revived by lightening, he’s not a monster, he’s simply an aging survivor that is revenging his mother’s death. OK, fine,  cool, i can accept that decision, make it more REAL and GRITTY (the new american trend -  narrowing the boundaries between reality and fiction :S). The filmmakers have gone to lengths saying that this new Jason ISN’T supernatural. HOWEVER, pay attention on the incoherence...  in the beginning of the movie, Jasons mother says that Jason has "drowned" and he is "DEAD". (he surely is my neighboor :D) Then, an 8 year old, naked, retarded Jason is seen ALIVE witnessing his mothers death. So I have 2 questions t

1.) If Jason WAS dead, how the fuck was he standing there watching his mom die, and then AGE ?and GROW ?over the years. And if he was really ALIVE, what kind of fucking mother would just ASSUME that her  handicapped and deformed son is dead just because she saw him swimming??!!

2.) After witnessing his mothers death when he was 8, standing in the rain, in all of his naked and retarded glory, how the fuck did he SURVIVE for 30 more years after that. He lived by a lake and he COULDNT EVEN SWIM! And he was mentally and physically handicapped??! Excuse the pun, but I find it retardedly hard to believe that a clueless mentally challenged deformed kid wouldn’t try to at least ask SOMEONE for help over the years, if he even survived that long.
        Also, assuming that Jason DID survive, and grow up, how did he become trained as a Navy, master the art of walking like a ninja  huaieio, because he teletransports and is silent as well, unless its to be scary then he walks like a dinosaur .

      Ahhhhh, oh well, it had some good kills, and i’ll probably go see it again because I’m just as retarded as Jason.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cachorros Mecânicos

     Hoje, dia 11-04, acordei chorando às 8:35. Tive um sonho intenso mediado por realidade e um traço de ficção.  Logo que acordei, tive a necessidade de abrir o Blog e escrever este sonho para, logo em seguida, analisá-lo.

               Cachorros Mecânicos

               Estávamos eu e minha mãe; fomos ao canil porque tinha insistido a ela que queria três cachorros; então catamos eles, que pareciam já esperar por nós, entre os outros, fora do holofote de nossos olhos. Um era mirradinho, o outro era gordinho, e o outro era mais velhinho e um pouquinho maior; todos tinham pêlo de cor alaranjada e olhos redondos e castanhos claros. 
         Ficamos um tempo (que cronologicamente fora curto, mas psicologicamente fora extenso) com eles, no entanto,por algum motivo, tivemos que devolvê-los, só que o motivo tinha sido alguma coisa que havia mudado, e eu não sabia exatamente o que era.
              O tempo passou, eu e minha mãe estávamos sentados em um banco da avenida, da esquina  do bar do chico, quando lembrei-me dos cachorrinhos. Neste momento, supliquei a ela que queria-os de volta, foi quando comecei a chorar. Ela me perguntou "Pra que queres eles de volta?Não tem como". Alguma coisa em mim dizia que certamente eles seriam sacrificados caso permanecessem lá careless. A imagem do fuçinho deles ecoava em minha cabeça. Choraminguei mais um pouco,e já estava soluçando quando ela me disse "tá bom, a gente vai lá". 
        Assim que surgimos no estabelecimento, a mesma mulher que havia nos atendido reapareceu. Perguntamos sobre os cachorros, ela disse que ainda estavam com a casa. Pedimos, então,  para vê-los. A mulher sumiu por alguns segundos, e teletransportou-se pra nossa frente num átimo com o cachorro gordinho nas mãos. Embora o gordinho estivesse um pouco maior, havia outra coisa diferente nele. Ao mesmo tempo que lembrava-se de mim, parecia não demonstrar muitas emoções. Quando levantei ele no colo senti seu corpo duro e pesado como chumbo, pude perceber um buraco na barriga dele, um espaço quadrado escuro como abismo. Questionei a dona do canil "quando é que ele vai sair de dentro desse robo?" e eu coloquei ele no chão. Ele parecia uma nave alienígena prestes a entregar o abduzido. Agaixei-me e olhei por baixo das pernas dele, esperando o verdadeiro gordinho sair. E a mulher replicou "Eles tiveram que fazer cirurgias, mas ainda são eles.". Olhei de volta a face do animal e não o reconheci. Meu choro foi inevitável, permaneci parado, ali, por mais um largo periodo, pensando que havia perdido meus cachorros; eles tinham sido transformados em robôs, e era minha culpa. Chorei sem parar ao passo que imaginava a dor que deveriam ter vivido neste processo de desumanização, até que acordei.


         A finalidade dessa atividade é tentar expressar alguma coisa que fora repreendida pelo meu inconsciente na representação desse sonho. Talvez houvesse um diálogo (ou melhor, uma discussão) entre meu id e o ego, ou seja, alguma pulsação de morte (o exército de pensamentos liderado pelo sargento ID), que atuaria no sentido contrário ao das pulsões de agregação e preservação da vida (exército de pensamentos liderado pelo sargento EGO). A medida que o realismo dado aos eventos tornam-o muito mais intimo para mim, uma vez que minha fraqueza é minha natureza humana e emocional, a consequencia é uma fragilidade desmedida e o choro desequilibrado.





sábado, 9 de abril de 2011

Distância e/ou tempo

         Longe. Se ainda estiveres envolvido com a estranheza do céu, é porque teus olhos ainda vêem as mesmas estrelas que eu. Se a ainda deixares a porta do quarto aberta, é porque ainda acreditas que um dia invadirei teu quarto em uma noite soturna. Se ainda olhares perplexo para o mar do nosso apartamento, é porque ainda apreendes a realidade baseada em teu passado. Se ainda folhas as últimas cartas, é porque existe um buraco tenebroso em algum lugar de tua gaveta amaldiçoada. Se ainda sentes teu corpo lento, caído, como uma pedra em queda livre, é porque tuas mãos não tocam mais o impossível. Se ainda a impossibilidade de manter-se amorfo ou flexível persiste irritantemente em conflitos com teu coração, é porque perdestes todos os sentidos sobre a relação das coisas com os próprios fatos ou a representação fiel de uma realidade. Se ainda há fatos, é porque não são teus. Se ainda morres por dentro, é porque não moras aqui: bem perto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cha1 - 2 years and 7 days

            Seven days before arriving at his new office he thought it would be the best thing he could ever had since he had been broken owing to that couple of events. He never expected to hurt someone he used to love. He rather thought  he was corageous by telling he found someone else - no, obviously he was a coward - and his heart and mind belonged to another.
           Two months ago, much better saying, four days before arriving at his office, he couldn't fall asleep, asking himself "what am I doing?". It seemed to him that he kept clinged into a reality which did not corresponded to the present time he had lived. That same thing, occurred, tonight, when he could not understand what had happened and how he had been so wounded and sore. Without any explanation someone had left him behind. Eager to get to know the reasons he was lonely, he took his mobile and called. He called 4 times and texted twice; he sent three emails and wrote a letter; but he got no answer.
          One year later that painful night, he had decided to move out to another city. Big city. Big city for the greatest loners. Big city for whom were mostly empty and hopeless. In fact, it was a small and umid place. Sometimes he felt he was in the open sea, because the rogue waves, from time to time, used to drown him as he tried to swim back to surface - but it was dark and the rough water did not help.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Flying Shield

           Deep inside, consumed with guilt, he dreams suspiciously strange, wondering his actios are flawless and fair. His moves step-by-step were built as the pedgeons took off. For such deed, since he's reached the sky he has not bled, he has never been beaten down. He flew so high and got so much height, no one could ever approach him. His feet couldn't touch sky anymore. But behind his face, maybe unconsciously, there was a bent smile. Because the comodity gave him the best gifts he could ever had: a shelter where he could hide and run; a mask which he could cover up and pretend - a perfect blindness for an eagle's eyes ; and above all, the most valueable one - as well as the last one - the fake innocence (his best weapon).