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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ao sol que queima

         Como um rio que seca quando o sol está muito forte. O rio dos teus olhos não mudarão minha mente, pois talvez nos reencontraremos em outra vida. Tendo tantos pontos em comum , tantos planos, e alguns anos dividos, é dificil falar. Enquanto tudo acontece na cidade, ainda não me movo. Me ame quando estiver alta, e me deixe quando chorar. Como um rio que seca quando o sol está muito forte, somos vítimas de nossos desejo. Como estranhos, que passam, sem se  notar. Talvez esteja mais claro através de outro lugar.  Imagine se tudo scumbisse, e apenas você brilhasse. Escapa-se as vida. E por que negar que vivemos vidas diferentes? Adeus, Talvez nos reencontraremos em outro lugar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Viagem

"Sim" ele respoundeu-lhe acirrando os dentes.
Naquele momento seu sangue ferveu e suas mãos esfregaram na sua camiseta lavando-a de sangue. Por mais que pensasse, a resposta não parecia vir à tona. Estendeu seu braço direito ao desconhecido como quem aponta uma arma de fogo desejando a morte de seu pior inimigo, mas não poderia suportar a vida. Nem mais um pouco, pois já era tempo de fazer as malas.
"Não" ele respondeu na entrada do aeroporto, "não vamos na frente, porque não foi o pacote que compramos, meu amor". A menina se debruçou em seu braço enquanto era arrastada contra vontade por seu pai no corredor. Até chegar a classe média, procurou pistas de onde sentaria através do bilhete.
"Sim" ele respondeu ao irmão. "É o unico jeito", enquanto agarrava a ponta da arma, que o alvo agora era sua testa.  "Pelo amor de Deus, só assim você vai fazer a viagem de volta".
"Sinto Muito"  - splaft.
Ele havia se acordado em uma tribo indigena, a qual o cercava quando a silhueta de uma menina surgiu por de traz dos rostos ignotos.
"Papai? Você acordou?" ela perguntou.
"Foi uma longa viagem, querida. Mas estou com você." ele respondeu.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Regrave a fita velha

Record

Sei que eles nos afundam
somos únicos e, talvez , acordássemos.
Eu não peço muito, nem peço algo,
mas a inexistencia, talvez,
soasse como um belo presente de natal;
Ilustro a idéia objetivando  o descanso.


Record
Estando às margens da noite
Estando as lanternas à postos
Estando as madrugadas sobre a limpida e calida água.
lavando a alma para esquivar-me
de ti, deles, de mim e dos outros.

Record
Sei que nada acontece
e nem ao menos afundamos
e a morte parece regressar sádica e precisa
quando nosso tempo de vida é tão literal
enquanto tudo se destrói e se desfaz
entristecedoramente,  continuaremos  de pé.

Record
Record

Nota vívida

Assim como a música dança
de maneira serpenteada envolto ao corpo;
ela escorrega sutilmente
por dentro d'alma
onde acalma o espirito
e reluz vida
                       - sem ela nem vida seria.

Assim como a música é catarse;
ela tambem corta fundo como navalha
direto nas sensações essenciais
da natureza humana
É obscura, provavelmente, anestésica;
mas pode ferir a mente
                       - sem ela nem vivo seria.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Expectativa Mortal

          O quanto ela tremia era perceptível. Nenhum deles não sentiu. Talvez de maneiras diferentes tivessem reagido, talvez fosse o brilho da tardinha,  talvez fosse a estranheza recíproca,  mas nada foi dito.
           Ela pode vê-los juntos por meses ou quem sabe anos em sua projeção. Uma faísca acendeu o sorriso de seu rosto, e ele não mais retornou a ligação.
           Agora ela tremia como o anoitecer enquanto o vento batia em sua janela naquele dia de novembro.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Furacão

       Lembro que costumava a lembrar-me de você. Você se lembra? Eram aqueles dias que não passavam, as horas que se arrastavam e as coisas que giravam em torno de sua lembrança; agindo sobre minhas emoções, por mais que eu me mantivesse ereto e intocável. Você era como um furacão que arrancava todos meus pensamentos enquanto estivesse por perto. Hoje, não lembro mais de você. Lembro de mim.