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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mal do Século

      O que aconteceu nos últimos dias, culminou em uma post-traumatic stress disorder e acabei roendo todas pontas dos dedos. Lembrei de novo de tudo aquilo que tinha esquecido por muito tempo. O que de certa forma é incoerente, porque se tivesse realmente esquecido, não lembraria. Na verdade, é como se cada dia mentisse pra mim mesmo; é como se cada dia fosse uma batalha perdida que ninguém sabe. É como se todos apontassem suas armas e disparassem acreditando que eu sou o inimigo. "Sou meu maior inimigo" é o que repito dezenas de vezes antes de começar o dia desse mês maquiavélico. Sinto-me como se houvesse duas extremidades de uma corda, amarradas em cada um de meus braços, que puxam sem descanso de modo que despedacem-me pouco a pouco. Não tem nada a ver com amor, mas com algo maior. Afinal, devo ser overhuman para ainda sofrer efeitos colaterais de uma vida que já não é a minha. Hoje, cantei a musica que compus na época. Renato Russo tornou-se um mártir, no álbum DOIS. Se eu fosse outra pessoa não me suportaria, por tantas piegas e coisas idiotas que já escrevi. Mas minha curiosidade me motiva a querer saber até onde vai continuar agindo minha natureza romandiota e alencariana. Preciso apenas de um gran finale com um belo suicidio para restauração da minha pureza, e estará feita minha literatura.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vinho e vida

      Foi no rádio ligado e na pulsação da música que projetei os pensamentos naquela cidade relativamente distante de mim. Estava velejando em pensamentos depois do vinho da noite passada. De olhos pesados e nervos friccionados às raízes do cabelo baixei o volume envolto ao silêncio humano das três da manhã em meu apartamento. Senti-me largamente sozinho como nunca, e por isso, fui até o quarto à procura de um novo repertório. Havia tido uma overdose de Legião, Caetano e Chico, precisava naquele momento de mais emoção e excentricidade, gostaria de ter alguém vibrante ao meu lado, como Buckley ou Morrisey; talvez algo mais tecno como Pet Shop Boys ou New Order. Abri as janelas do décimo sétimo andar da minha sala, logo após selecionar a melodia cadenciada e depressiva de Jeff. Mirei o topo do apartamento vizinho enquanto dois casais se abraçavam calorosamente despindo-se de segundo a segundo. Em partes gostaria de estar lá, tomado pelo libido e a amoralidade que me entorpece nas ultimas noites. Não estou falando de perversidade ou anormalidade, estou falando de algo mais natural e expresso nas veias tal como o ferro. Por outro lado, existia uma hesitação marcada pela religião do amor idealizado e intocável. Como poderia um amor suportar a violência irremediável do sexo desnudo, de unhas e dentes; do corpo e da carne; da noite e do momento. Não havia necessidade de ser explanada a informação de que continuava em meu apartamento sozinho por outros motivos. Mas as coisas se significam como uma reação em cadeia, idéias acorrentadas que explicam e significam nossas ações, reações, comportamentos, pensamentos, palavras. Haja vista que somos movidos por elas, as idéias. Estava entre o céu e a terra, o paraíso e o inferno, e nada me pareceu mais justo do que isso. Pelo menos era o que me dizia Morrisey, que choramingava em suas canções ao meu fundo e me encharcava de idéias e pensamentos sórdidos.  Dizia que preferia estar em um lugar onde ficasse sensato e me mantivesse como uma idéia que me alimentasse pelo resto dos dias que tivesse. Como se sempre pudesse estar motivado para seguir sem estado de felicidade ou tristeza, mas num lugar em que isso não importasse. Como o mito da caverna, como a vida platônica, como os filmes sem fim, como uma história eterna, como a musica que não pararia nunca, como a batida que não cessa, como a chama que não apaga e o amor que não se finaliza, não se concretiza, o amor que não trai e não cega, a vida que não fecha os olhos. E pra terminar, as estrelas sempre voltam na última taça de vinho, sempre permanecerão lá.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cycle

      Summer. The streets are crowded and I seem faceless among all the others. No one stares at me and no one hears me. Meanwhile it all happens in this big city, nothing happens inside myself. One certain day, when the stars shined and the comets spinned around earth compeled to to do what our heart was forbidden: you appeared. Like a rocket you smashed my surface and dug deep in my chest until you could find a way. So I won't sleep if you won't sleep tonight. How many lives are not sleeping tonight? Maybe the last chance will be given. And if you simply let it passes us by, the beginning of the saddest ending arrives. In autumn there will be the scent of the Ice age to approach once again. Because everything is a cycle. Because everything is part of another  universe of everything that it's part of a whole. Neither you, myself nor anyone would understand it, but love is another cycle.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

a trace of thought

      It's a long way for an answer though. Something has beaten my thoughts this lonely summer night, in which the skies are covered with hazed clouds and there's the feeling of something still not conquered. I should be prepared to act slow. Probably because I am bound to injure my heart dragged by lame rational thoughts. I won't tell dramatically i've been cursed twice: I could never reach that far even though it's part of my nature. But whenever something happen and I feel senseless to someone else, it hurts more than it would if I were human enough to feel something. It gives me thrills to know that nobody has awaken that weaknessess that plays like poison in our wrist, consuming every inch of our nails plus giving us brand new white hairs, the strange emotional thing called love. When the only thing we all are aware is that where there is love there will be pain, in the end.