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domingo, 31 de janeiro de 2010

Sobre os testes

Você pode queimar os segundos na estação de trêm mais próxima, deixar de lado tudo que se carrega no banco solitário que abriga centenas de almas em um só dia: quantas histórias suportastes quantas vidas por ali passaram. Deve se ter uma explicação as cinzas dos escombros, dos pilares repartidos em dez, dos corpos desabrigados, e das luzes que entre as fendas pode-se perceber. A vida se passa em tempos de desgosto que de tão amargurantes podem ser sentidos de multiplas formas: tato, olfato, paladar, audição, visão. Pelas pontas do dedo, você sente em certos instantes, o deslize suave da poeira que corre pelo concreto; pelas narinas, residuos e um ar impregnado de cinzas e pó, conduzem a claustrofobia para dentro de seus pulmões; o paladar, desconcertado e totalmente sob pressão contra uma viga de uma placa de metal, restam ferrugens na superficie de sua lingua, que ao salivar remetem ao mais horripilante gosto de ferro que algum dia podera sentir; os sons das maquinárias, agudo e berrante, em atrito com o cimento e o que restou de seu abrigo, lhe tomam totalmente a consciencia, resultando em um zunido eternamente insuportável; a visão que lhe restara era de dor. a pior dor de todas: podia ver outras vidas com o pouco que resta de suas almas. Nunca pensei sobre amor tanto assim, como agora. Voce faria qualquer coisa para abraçar seu filho e aqueles a quem ama? Para apertar o focinho do seu cachorro? Para dizer te amo a um grande amigo? Um dia, em outro momento, outra vida, você, eu, seu cachorro e o peixinho do seu filho vão ter outra chance.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Feeling like battlefield

Don't try to explain your mind
I know what's happening here
One minute it's love
And suddenly it's like a battlefield

One word turns into a war
Why is it the smallest things that tear us down?
My world's nothing when you don't
I'm not here without a shield
Can't go back now...

Both hands, tied behind my back with nothing
Oh no, these times when we climb so fast to fall again
Why we gotta fall for it now?

I never meant to start a war
You know I never wanna hurt you
Don't even know what we're fighting for

Why does love always feel like a battlefield
A battlefield, a battlefield?
Why does love always feel like a battlefield
A battlefield, a battlefield?
Why does love always feel like

We could pretend that we are friends tonight
And in the morning we'll wake up and we'll be alright
'Cause baby, we don't have to fight
And I don't want this love to feel like...

a battlefield, a battlefield, a battlefield
Why does love always feel like
a battlefield, a battlefield, a battlefield.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Folk

E agora me dizes que não resta nada,
que não sobrou nem um bocado, que não fazes parte de mim.
E agora me fazes mal ao não ligar,
ao não me olhar, ao não pronunciar a tua voz em meus ouvidos.
Trazes a amargura, trazes a lembrança,
trazes o bom e o ruim, mas o bom sempre prevalece.
Lembro e relembro, remoo.
Dentro de mim, o giro dos meus pensamentos soam mais
como um liquidificador de bateria infinita.
Para-quedas, faz tempo que não sinto alçar o vôo e o desprender da lona.
As pipas, rasgaram-se recusando decolar em minha nostalgica juventude,
assim como a bola furada no portao de casa: desolada, furada e cheia de musgo, intocada, parte do ambiente, enfeite decorativo, que saudade.

Hoje, saudade se ampliou, se alargou, se difundiu, cresceu, tomou propoções maiores.
Está quase conquistando o impeto de me matar!

Adeus, para os fortes e espichados. Folk.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Decodificar

        Pensei sobre isso esses tempos. Isso, aquilo, aquilo outro, mas finalmente cheguei a lugar nenhum. Sou um zero a esquerda mesmo, nada que eu faço, faço tão direito. Mas isso faz parte de mim, já me acostumei com o B, C e até mesmo um E de vez em quando. Procurei achar algo em mim que eu possa dizer "isso mesmo, é isso", mas não encontro respostas absolutas. Minha cabeça se ocupa com tantas coisas idiotas, às vezes me sinto meio impotente por não conseguir ter controle sobre meu foco, minha precisão. 
       Ontem conversei um pouco sobre essência e sobre o que é verdadeiro e real, descobri que as coisas podem ser mais confusas e relativisadas do que eu imaginava. Descobri que não existe essência e isso me fragmentou. Passei meses procurando entender isso on my own. Já tinha pensado sobre essa possibilidade, sobre como construimos nossa própria ficção e imagem, só não havia cavado tão fundo esse buraco. É um tormento muito significativo quando se tenta entender o porquê das coisas que simplesmente não tem explicação e são produtos de nossa imensa capacidade de abstração e imaginação. Se a humanidade sente-se perdida e sem um chão quando se fala sobre identidade e cultura, imagina como eu fico no meio dessa caos. 
        Dizem que aqueles que simplesmente ignoram a existência são felizes, quer saber, acredito nisso. Gostaria de saber o significado de tudo isso, é mentira. Mentimos pra nós mesmos, todo o tempo, todo o segundo, todo instante, agora. Reluto contra isso, mas é parte de mim, aceito as meias verdades, convivo com a mentira e minto, como todos, sobre a mentira, que nos torna real. Já nem sei se é isso que somos: um monte de composições orgânicas, capacidade de associações entre pensamento e linguagem e a mentira, no mesmo kitnet.
        Por isso tenho a alma de um cachorro e adoro a minha alma. Sou feliz, triste, bucolico, meloso e até mesmo babão, e isso é o que mais eu sou, babão: to sempre babando. Cheio de alegrias instantâneas que não são significativas, considerando que todos vamos para o mesmo saco no final de nossas vidas humanas. Uma forma de preencher o tempo com a monotonia e fingir que tudo está bem até nosso período terminal. Estou precisando exercitar essa forma aí.

domingo, 10 de janeiro de 2010

How?

How did we get here when I used to know you so well.
There's been ages that nothing felt so teared up and destroyed all around me. As the sorrow grows into the chest. A threatening strange feeling takes our emotions over crashing us down and injuring our hearts. Even though I thought the time could turn things clearer and brighter than before. It just screwed the knowledge we had with each other. I thought I was knowing me meanwhile we stood together. I thought we're meant to each other. But not as worse as our destiny can't be even our death and I hope I die soon. I won't say this wasn't worth at all. At least I spent my time doing something and therefore, as long as this life sucks, it seems not a boring times sharin the whole experience thing with someone else. Thank you everybody.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Estrelas

Eu viajo por um céu imaginário em que nunca previa estar sozinho por tanto tempo.
Era escuro e a unica coisa que continuava brilhando em seu estado natural eram as estrelas. Pensei na quantidade de tempo que me mantive sóbrio,
são e com meus princípios intocados e irrevogavelmente inflexíveis.
Por quanto tempo permaneceria assim, ali pensei.
Aquela noite interminável já estava me enjoando, me causando nauseas.
Por quanto tempo permaneceria intacto e invicto de alegrias e vitórias. Seria até aqui isso? Tudo isso? Todo esse pouco, o nada? Não acredito nestas meias verdades. Não acredito nem mesmo em mim algumas vezes. Enfim, agora estava anos luz em direção a lugar nenhum, o que não mudava o fato de estar no mesmo caminho que qualquer outro. Existe uma linha tênue entre o certo e o errado. A verdade, que na verdade existe, é o relativo, os dois lados (ou mais), aquilo que se encontra implícito, ou que não é passível de se enxergar a primeira vista. Notei então por uma fração de segundos, uma estrela estranha como um lampejo cruzando meu caminho. Fiquei de repente cheio de esperanças quando ela vinha no seu/meu percurso. No entanto, ao cruzar meu caminho, a estrela se apagou, deixando de me iluminar com sua força e brilho. Não sei o que foi que aconteceu para ela mudar de idéia e me deixar no apagão do frio deserto da escuridão do espaço. Perdido mais uma vez, me encolhi e baixei a cabeça sem esperanças. Então, pensei, o futuro tem muitos nomes: para os fracos é o inalcançavel, para os temerosos, o desconhecido e para os valentes uma outra oportunidade. Mas esse pensamento foi relativamente infeliz, porque a nostalgia é algo significativo para mim, assim como o ontem, pelo menos na maioria das vezes - mesmo sabendo que pensar assim é burrice, persisto. - De certa forma sempre há esperança, mesmo quando não se pensa em haver uma, estar vivo é esperar. A luz de alguns brilha mais que a de outros, isso é algo considerável. Mas se todos têm luz, por quê eu não brilho? Porque é impossivel ver o brilho de si mesmo. Existe pessoas nesse espaço, potenciais, capazes de ver minha luz, a minha real estrela, assim como eu vejo o brilho de muitas delas. A única coisa que posso fazer, concluindo, é esperar no vago espaço e tempo humanístico de vida, alguma estrela perceber a minha essência e senti-la brilhar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Life is a tragedy

In the misery of daily life I find myself overwhelmed by insecurities and invisible wires that tie me up and sufocate the air which runs through my brains. I can not deny thy ilusion of freedom and independence. Everyone needs someone. When I barely perceive my misguided understandings about the meaning of this or that I see no way out of question marks and false beliefs. This undestructable feeling tracks me down and haunt me for years under several circunstances. But who am I to question for these empty answers and solutions when even the majority of thinkers couldn't have never decode these riddles.

He that is strucken blind cannot forget
The precious treasure of his eyesight lost. Romeo and Juliet. ACT I Scene 1.

Believe it or not, it seems this life is a real tragedy and the ones who suffer the most are the ones who stop to think over it. It is so easy to recognize that no matter we know we are all the same so that we all die just the same and no one stays. We are so momentum. We live for now, that's quite fair for humans. Every single annimal might see things also this way and what is the relevance to all these tainted lines? Nothing, you can name it: waste of time.
It's good to be equal in the end, it seems fair. Enjoying what we can enjoy now. There's no extra coin or bonus game for the ones who are eager beavers or take things seriously. Yep, we must be serious but still humans. To assimilate fromality patterns becomes us as mechanicals as machines, doesn't it? In fact, no doubts. - lie.

No extra comments, I have so many selfish thoughts. As long as I write there's no certain focus but a plenty of thoughts that I just spit out of my bones and soul.

One fire burns out another’s burning,
One pain is lessen’d by another’s anguish. Romeo and Juliet. ACT I Scene 2.

And that's exactly what happens with the flow. There's always a fire inside burning and contaminating one issue to another. Like the waves that never stops moving.
They are unfinishing. They hurt sometimes.
They take you most of the times to another level.
Something really personal and introspective.
Imagination and abstraction and
subjectivity.
They are our portals to the outworld.
To the world that we know the less, the world that lies on the inside even though it is out.
It makes us special, it makes us mature.
No doubts. - What do I know about both?

True, I talk of dreams,
Which are the children of an idle brain,
Begot of nothing but vain fantasy. Romeo and Juliet. ACT I Scene 4.

Then we come up with a conclusion. We are always SEARCHING. - What do you mean, my friend? Seacrching.. - Yes. We are always after something we want.
One answer, one question, a son, the true, the lies,
a daugther, the parents, a person, the love. Does it make sense?
- Humancentred detected.

O Romeo, Romeo! wherefore art thou Romeo?
Romeo and Juliet. ACT II Scene 2.


This next quote is just so beautiful. It's wonderful just to read
I have to breathe deeply and in the right pace in order to keep the air.

What ’s in a name? That which we call a rose
By any other name would smell as sweet. Romeo and Juliet. ACT II Scene 2.

And so this one:

Care keeps his watch in every old man’s eye,
And where care lodges, sleep will never lie. Romeo and Juliet. ACT II Scene 3.

God bless literature and Shakespeare he is sweet like the most pleasant melody.
First time I thought about death it was quite awkward for me. I was lying somewhere I don't remember and suddenly came the existencial crisis. This is surely another issue, eh?

When he shall die,
Take him and cut him out in little stars,
And he will make the face of heaven so fine
That all the world will be in love with night,
And pay no worship to the garish sun. Romeo and Juliet. ACT III Scene 2.

And the las quote but not the less important, the one who speaks the most me, myself and I words. I think it sum up a bit of myself some way. Farewell, my friends, and sleep tight.

Ap. My poverty, but not my will, consents.
Rom. I pay thy poverty, and not thy will. Romeo and Juliet. ACT V Scene 1.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Oi Gisela, past mornings.

- quarto: lençol. bocejo. chinelo.

- banheiro: torneira. água. escova. água. escova. dentes. água. escova. armário.

- cozinha - passos - quarto - rádio. on.

- cozinha : geladeira. copo. iogurte. pia.

-quarto: mochila. caderno, borracha. "cadê a chave?"

- cozinha: mesa. "ah".
(geladeira: água. 600ml)

- quarto: água. mochila. chave. mochila. ziper.

...armário, roupa, desodorante.

... mochila. - sala: cadeira. mochila. tv: 6:50. "putz". meia, tenis, cadarço, mochila = rua.

- rua, celular : 6:55, quadra, esquina, uma quadra, uma quadra. "zuum" stop.

- onibus. roleta. mochila. ziper. cartão. aparelho. cartão. mochila.
ziper. corredor. banco. ziper. água. ziper.

- faculdade: eaí meo, oi Gisela.

Dia cinco de cinzas

Se a nuvem densa e carregada cruzar a rua dos sentimentos.
Hei de lavar a alma de uma vez por todas
Com lamento e sofrimento

Ouvirás meu canto destonado da janela minimizada do teu monitor
poesia não tem hora nem lugar
não tem gosto nem cor
nem idade só fervor

dos labios ao abraço
do riso e da caligrafia
da transação de comportamento que agora faz parte de mim
nem lembro como sou, ou era: só sei que não sou eu.

mas quem dera eu ter um pesadelo
extrair rancor e gritos de silêncio no profundo cobertor da madrugada

não há tempo para fins
não existirão fins, mas fim: o final.
o final, conclusão do ciclo da vida,
vida que aqui faço uso
aprecio e tenho forças para quebrar tudo e odiar o resto
ainda assim é tudo muito relativo
sou tão feliz

Obrigado, thus.
Good morning, this is a brighter new day: clear skies ahead for the rest of the day.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Contra-dicas de 2010

Enterrem os castelos, os dias e as noites. Destruam a galhardia, a gentileza e a bondade. Queimem a tolerância, o prospectivo e a esperança de um novo amanhã. Aniquilem toda capacidade de abstração do mundo fenomênico. Dirijam o último abraço. Matem a chuva, os raios e os ventos. Pensem em sí para sí. Desolem-se, assim, para desolar o outro. Repreendam sonhos e imbecilidades longitudenais: vocês nunca irão a lugar nenhum. Pensem em tudo conforme o nada. Chorem por tudo, sim, o nada. Afaste o que é importante. Ceguem-se para não verem o mais próximo do relativo. Acomodem-se. Morram. Feliz dois mil e dez.