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terça-feira, 18 de março de 2014

Significando Nada


            Somos organismos, o resto é história. A história que recheamos de significado. O significado... havia algum espalhado por entre os segundos; os minutos das horas; dos dias que deslizam pela memória; das  semanas que sentimos passar de pressa; dos anos que vivemos em nostalgia; das décadas que descreve a silhueta da vida que tivemos. Por muito tempo havia pensado que houvesse; Signficantes, e não só meros personagens de uma peça; de um Significado significado pelo mundo que já fora oceano e um único continente. 
          Contive-me no momento que antecede meus julgamentos, atribuição de culpas a quem penso que sou. Perdi-me a medida em que adentrei o triângulo das bermudas de meus pensamentos nevoados pela dúvida. Senti-me perdido a metalinguagem da metáfora, que é só outro sentido para o que as palavras querem dizer. Que complexo de inferioridade tremendo usá-la, se é de humanidade que quero falar, com múltipla ambiguidade nos significados despojados de pretensão. 
           Apesar de não parecer ter perdido o compasso alocado no córtex pre-frontal do meu cérebro por tempo indeterminado - aquele capaz de discernir o que seria moralmente possível e socialmente apropriado - esqueci-me de todos os planos a longa data; e a vida que esperaria dali para frente já era uma incógnita. É tão errado viver em um cronograma fixo; preferimos usa-lo, o sentido, significá-lo, concebendo que faremos diferente o processo de significação; concebemos que todas coisas que denominaremos e conduziremos seriam inéditas; enchemos nosso coração de esperança; todas as coisas que poderiam ilimitadamente criar; um oceano infindável de possibilidades. E, por isso, migramos para a ficção de nossas histórias, de nossas literalidades; remamos contra a corrente em uma tormenta intransponível a fim de descobrir-nos em um mundo pouco mais "nosso"; um pouco mais "Eu"; atribuindo aos poucos sentido ao sentido, deslizando e esquivando-se das certezas absolutas, das inverdades sociais, das normas pré-concebidas. No final do caminhos, nos deparamos em uma cabana. É nessa cabana que acabamos por nos reinventar, criando um sistema de significados interno (o que nos torna Homo Fictus, seres ficcionais), e assim perdemo-nos em um universo do Eu; em que as palavras lembram o rosto do Eu; o olhar penetrador revela-se unicamente parte do Eu; o cheiro interpenetra os caminhos percorridos pelo Eu; o tato possui suas próprias terminologias; enquanto, do outro lado da floresta, como orvalho no início do dia, o exterior/externo se desfaz.
             A culpa de ter significado, inventado um sistema interno, e feito dele um modo de ver as coisas, que é compreendido por somente você; nunca será sentido da mesma forma e nem compartilhado. Você se apaixona pela sua obra, pelo todo, construído através dos detalhes. Cria laços, vontades, retoma aos conceitos que são mais proeminentes e indestrutíveis em você, assomado a uma lista de ingredientes,  inventando, dessa forma uma vida fictícia,  frágil e delicada, porem a que você fez parecer seu lar, e a que você se torna dependente.
            O significado das coisas é um passa-tempo para a transformação orgânica da vida externa de quem "Estamos". Entretenimento, distanciamento da verdade; que não estão nelas, nem mesmo no que elas produzem. - Verdade? Mentira! - Apontamento de ideias, razões, intenções - tão vazias todas elas - algumas vazias. - Algumas? - tão vazias quanto um colchão de ar que caso você tira o pino, e em um átimo, todo seu conteúdo é absorvido pelo mundo de fora; o sistema de significados externo, o que faz de nós Homo Sapiens; o lado oposto da ficção que tanto sonhamos e pensamos construir por muitos e muitos anos de nossas vidas; anos que passam enquanto estamos de olhos atados; presos em seu Casino, onde horas, dias e anos passam sem ao menos você perceber; Aos olhos atentos... aos analistas da própria vida: a triste realidade, o esfacelamento e o azulamento das cores quentes; o mundo óbvio, dos encaixes métrico; do tempo cronometrado; da vida literal, a qual é dispensável, sem virgulas, cíclica, destemida, e somente, orgânica.


"Life's but a walking shadow
a poor player, that struts and frets his hout upon the stage,
and then is heard no more: a tale told by an idiot, full of sound and fury
signifying: nothing"







Shakespeare -Macbeth

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nothing interesting though

                                                        
                                                  Inquiry 

If the days pass without a warn
Let me notified
How long it will take

If the winter comes
Let me shiver
How long I will bare this cold

If the pain is all I have
Let me feel it
How painful may it go?

If your presence brings absence
Let me see it
How long will it take?

If my reason decides to move
Let me trust none
In love I doubt nothing



             Making Business

--
There's a building over there.
Some say it's fast
There's a building and a sign.
It says it's cheap
There's a particular ordinary manly voice out from the box in the drive-thru.

---
     The voice: What's your order?
     I answered: a portion of laughing and peace of mind
   -We're out of Happiness, sir  Do you want something similar?
   All orders today offer  Question marks as dressing, sir
   We aint got neither happiness, pleasure nor peace of mind.
   -Nothing close to satisfaction?
   -That would come to a million carvins
   -What's carvins?
   -A non-existing currency, sir.
   -Would you like taking today's specialty for broken-hearted's
   -I wanna stay with nuggets of regret
   -Sir, you can't have the Regrets either, for having a regret, you must have been through this bad experience before
    -What exactly do you work with?
    -We work with our amusement, sir. The most fittable choice for you, as I can see on the menu, wait a minute. You can have a 15-minute tragic and innapropriate sex experience.. for only..
    -Bring me some memories...
    -4 pounds and 30 pences each.
    -Get me a dozen...
    -That's a good order sir, thank you for appreciating your self-disgrace
and have a nice and bitter snack..