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terça-feira, 22 de junho de 2010

Longemente

Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar"


(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

.vazio o sou, sei eU

Lo sé, lo siento vacío
Hay una parte de mí que se ahoga en el vacío
en silencio, hay una pregunta sin respuesta
Yo vivo y la respuesta no viene de ninguna parte
Lo sé, lo siento vacío

Lo sé, estoy vacío, pero
mi corazón espera tu corazón decida
el día que quiera entrar ... y permanecer allí.
lo siento, estoy vacío.

Me da vergüenza ser este lío, a lo mayor
tan lleno, tan transparente, tan sofocante.
a veces es difícil vivir de esta manera
debemos recordar que para seguir
tenemos que olvidar de intentar olvidarnos...
No dijas nada. Sé que estoy vacío:

Sou o intolerante e inexoravelmente intenso vazio.
Meu medo é ficar assim, mesmo que não mereça, mal.
Meu karma é fatal (como escreveria em espanhol):

Permeio as lacunas do imenso nada,
pelo interminável deserto chamado eternidade:

Me explico,
me resignifico e nada sei:  sei nada..
Sou nada,
Sou vazio, eu sei
(...)

ghosts

A mi convenía que me quiseras mucho,
que vinieras tras de mí
-hablando o en silencio -
que vinieras, will you ?
hasta que un dia
de pronto
caigas al suelo/ then just drop out of these clouds
y yo sin darme cuenta:
perdona, no he caído.
Con vendas de los ojos de la muerte.
Y te seguiería otra vez, over and over.
una vez más - solo - alone
hacia tu ausencia , amor,
hacia la ausencia. absence of it.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ayer

here i am. hoje foi diferente, hoje eu digo desde a meia-noite passada. foi muito legal, genial. tomar vinho seco e comer chocolate da garoto bem abraçado. eita, coisa boa. yo me olvide totalmente como era.

estava bastante frio e fazia tempo que não me divertia romanticamente a dois.
certamente, esse momento teve um fim.
mas na verdade, foi muito bom para ser verdade,
então prefiro acreditar que foi fantasia ou alucinação.
não foi nada dessas coisas que são unicas nem nada.
mas se sentir acolhido as vezes é bom.
como se tivesse um abrigo que tivesse braços e calor humano.
e a musica foi sensacional.
mas não lembro em que canal estávamos.
A, claro, MTV. Aquelas vinhetas absurdas.
Filmes nunca se desenvolvem com a gente, é impressionante.
Espero que os vizinhos chatos não tenham nos visto.
Ayer fué muy bueno. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

For eu, coño

to be like this is hard. so full of stuff in the head. se minha cabeça não fosse acumulativa, talvez já tivesse explodido. talvez não, certamente. mas... prefiro ser esse turbilhão de coisas caóticas do que ser vazio como um armário novo ( sem roupas e cobertas), com nada. de tempos em tempos parece que sobrecarrega, e ai toda tensão vai para os musculos, pois a mente já sabe que não vou dar moleza. tem horas que gostaria só de viver para comer, tomar uma aguá com gás, escutar musica e fazer sexo ( o que não vem ao caso se faço ou não, o que obviamente significa que ultimamente não tenha feito, mas quem precisa? nem gosto.) Ver os filmes que eu baixei no PC, e, deixar o resto do mundo lá fora seguir. Quero não mais estar, ou ser. Quero meu quarto, meu violão e minha musica. Quero que todos se vão junto com o errado e o certo, junto com a rotina. Nunca desejei mal a ninguem na verdade é só força de expressão dizer " que se exploda todo o resto ". everything is so usual and so boring these days. me gustan las tonterias y todo que és nuevo. yo creo que no puedo hablar con voz ahora, estoy casi que hablando conmigo y no te moleste, no pasa nada!  te mata animal!

domingo, 13 de junho de 2010

Leve

Subo as escadas em direção a minha cama vazia.
Os dias passam e as estações mudam.
Noites sob um céu preenchido de nuvens densas e cinzentas.
Os monstros perseguem-me pelo corredor  desse abismo de pesadelos intermináveis.

Os dias passam de pressa. É uma pena, porque muitos não vi.
Senti sua fragancia por segundos e tornaram-se nostalgicos.
Me siga na escuridão, traga seus medos adentro da madrugada.
Leia-me. E me entrego para teus textos.
Palavras embaralhadas, ou idéias idealizadas.
Sonho. Ficção. Verdade ou mera ilusão?
Me siga na escuridão, traga sua luz para minha pior desilução. - pessimismo.
Traga companhia e tenha companhia. Sonhos.
Ficção ou mera ilusão da verdade?
Fria, na penumbra vazia do silencio.
Lá. Te canto um unico soneto para te velar, enquanto viajas até o amanhecer, a fria noite é meu lar.

Acordei para simplesmente perecer.
Vivia um outro eu, que desconheci ao observar teu céu;
Ser eu, agora, é complicado, sem ti; mim não está em eu.
Uma vida fora de ordem e a in-significancia, ah...  insipida.
Vazia, e leve de tantos nadas e cheia de falsas simetrias.
Aqui, agora, hoje. O tempo diz: espere e vá.
Leve, de leveza. Leve, do modo imperativo.
Me  aqueço entre os cobertores: leve.
Me desfaço em (leve) pensamentos.
Migro para uma outra vida.
Leve-me.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Queima e transcende: caos da grandeza

A jornada de volta a Terra está lhe atormentando.
Sua partida da Terra está lhe atormentando.

Quem está nela está a atormentando.

Nas ruas pavimentadas,
Nos prédios em ruinas,
estampando nos muros preenchidos de figuras abstratas
e grafites que derretem a civilidade e ascedem a moralidade daqueles sem moral.
Queimando pouco a pouco suas camadas.
Roubando seu oxigenio. Tirando o tempo de vida que leva-se ao erguer toda uma nação.

"É isso que você realmente deseja?" Ele se perguntou.

Latas e lixos eletronicos. Fogo, cinza. Miséria.
Estamos cercados de poluição e dor.
Nem se quer andamos com olhos abertos.
Embora estejamos em grande parte
cegos pela tragédia de mundo vizinho,
aparentemente semelhantes ao olho nú,
mas estranhos em sua real profundidade.

Não tentem jogá-los como papaeis descartáveis.
Queria gritar agora! Mas não posso através de apenas uma exclamação.


"É isso que você realmente deseja?" Ele se perguntou.

Cidade urbana, decadencia social, espasmos de marginalidade.
Convulsões de pobresa, violencia, roubo e crime.
Sem saída, sem vida, sem ar.

Queimando pouco a pouco suas camadas.
Roubando seu oxigenio. Tirando o tempo de vida que leva-se ao erguer toda uma nação.
Uma enorme fogueira de raiva e revolta e emoções,
flamejante fagulhas de um fogo que não cessa.
Queima e arde no peito de uma terra que já não é aquela.

A jornada de volta a Terra está lhe atormentando.
Sua partida da Terra está lhe atormentando.