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sábado, 25 de setembro de 2010

Standing Still

Death is a familiar face
Its smell comes from within
a rotten bliss to my faithless soul

Death is one hell of a good pal
along my side in thoughts
never letting go

Death within the time
as it goes by
tearing apart
every inch of expectation
every hour that is left in the dust of past

Death has ever whispered me
There is no doctor to heal those wounds
no therapist to stop the pain
It always talks about it
And I sigh

Death has ever whispered me
There is no doctor for our soul
There is no directions to paradise
There is no escape from pain
And I sigh

Blame me

Now it is morning.
Yet this flood of thoughts
have already begun
what has sprung into my head
is your image;
the figure of your face
smiling towards me

For now,
it consumes me like fire,
a fire that no one can put out
a fire that nobody can notice
because there is no smoke,
there is no sign
it is hidden beneath my skin,
in the back of my mind
almost unbearable

It suffocates me,
I choke,
I am wordless and mute

For now,
it is morning
the question is:
can I get through the rest of the day?

Dilúvio

        Tinha certeza que eu estava certo. Pensei que fosse você, mesmo quando suas mãos escorregavam. Cegamente, podia ainda ver o mesmo você: instável, em conflito contra minha inércia. Afogando-se em distâncias e melodias amargas, naufragando em um dilúvio de promessas e impossibilidades. E agora, não há cartas por baixo da manga, não posso fazer mais nada se não assistir a introspectiva tragédia.

Life

The saddest thing is:
life is no fiction
The only problem is:
it is just noticed
when it hits on spot
because, then, it hurts
and hurt is just
as real as the bed I lay.

Brasil

         Sinto-me ardente nas praias de Rio de Janeiro. Sinto-me cheio da praia carioca. Sinto-me demasiado febril com a temperatura e o custo do Pau-Brasil. De vermelho, para ordem-e-progresso; de verde-amarelo para favela. Sinto-me extasiado com as vistas tão belas - onde eu cantaria assim que fosse visitar. Sinto-me  confortado por apenas com meu barro trabalhar - só de canto, como já dizia minha mãe, impossível se virar. Uma terra de palmeiras como cá. Uma terra paralela, de outras vidas e outros cais - observo nossa água desaguar: a democracia das inverdades

domingo, 19 de setembro de 2010

(Re) invenção

Inventivas linhas,
linhas de gerações
de fatos à prova de ficção
Linhas rebuscadas,
rebuscada melodia ritmada
normativa de normas, de normalidade
no paradigma do sentido sem disparidade
aprova, comprova, desaprova
o vulgo, o pessoal e a camiseta pra fora
Que razão a ti te enfeitas;
Que emoção a ti te despeitas;
Não crês, não ouves, não vês
de fatos à prova de ficção
ao científico: tu reinventas.
tomado de mentiras adornadas
uma antiga história  alterada, aumentada, desengonçada
linhas de gerações documenta:
verdade suprema - axioma
pirâmides de pedtras,
de mitos e desesperos.

Mississippi

            There is still a lot of moist around the dirty mud from Mississippi. Yet the nday has awaken bright and clean at that time, there was a dark mistery and also a disturbing silence echoing from the children who already were outdoors playing soccer and tasting a fake truth -  children who are hanging over the corners of New Orleans. Thieves are noticed escaping from chimneys and backyard upstair windows. The houses are clean and painted in white. The corridors are covered with shade and full of doors. The attics are standing still washing the landlords' places with decrepit life: smiling towards the stairs. Vivid stairs pointing at the front doors. The pounds, painted in red and flies. Flies that are eaten by frogs. Frogs that are eaten by snakes. Snakes that are eaten by crocodiles. It never finishes. Endless and traditional: vicious cycle or natural course?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Campo-minado

       Tempos de guerra espreitam-nos com seus instrumentos bélicos. Mesmo que esteja consignado a essa missão, ainda sinto flores entorpecendo meu olfato, a maresia que impregna minha pele e a dor de precisar partir e deixar  meus pensamentos aqui. 
       Tudo parece fora do lugar... ainda que eu reconheça 'tudo'. Tanto ar lá fora e tão pouco aqui dentro. Não parece justo. Parece sádico. São reprimidos,  feridos, vividos. Todos os dias tendo que partir e ficar, amar e desamar, cair e levantar, dormir e despertar. 
       Parece sádico, mas a vida é feita de guerras frias: sem disparos, só silêncios.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Casa

Se os raios secaram-me, desidrataram meu corpo e desertaram meus pensamentos sou conseqüência de onde estou. Vegetando em flora inexistente, cercado de fluviais feitas de poeira e nada.  Minhas cordas vocais estão secas, minha pele inexoravelmente destonada, vezes de carne, vezes madeira, minha cabeça, meu abrigo e meu coração a porta do quintal dos fundos, seco, esgotado do vazio. Enfadonha é minha irritação, mas estático repouso aparentemente solene. Sua vida não corre em mim, portanto, a minha reside em estâncias que se perdem do horizonte de ninguém. Não há marcas, não há tempo. É um presente, intenso apocalíptico, começo, meio e fim. Compilados em uma só unidade. Unidade singular, sobre nuvens, companheiras elas, negras e desconfiadas, ao disparar seus relâmpagos sem fazer chover, sem fazer água. Como que se por ser unidade, devesse estar cumprindo pena. É pena que sente. Pois condena: as portas, as paredes e as janelas.  


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cha 3 - Hale at "Don't Know Land"

He did not know what had happened in that night when he saw that stranger. He did not remember.
When he opened his eyes he was already there. Lying down silenced by his fear and washed in blood. He felt different than before. His body was entirely heavy.
"Perhaps is some kind of drug." he sigh.
He walked out of his stretcher and paid attention for his surroundings in order to  recognize what place was that. At least, it was fancy. Seemingly, a good 3 billion dollar mansion. The walls were covered in golden tone and the bulb lights were shining vivid.
He got off his room and bumped into a busy corridor full with doors marked with question marks where people walked by choosing where to go. He was not believing on what his eyes were seeing. For that reason, he grabbed someone's arms.
"What stranger? You want to know where you are, don't you?" the guy responded spontaneously. 
"That's all I want." Haled answered nervous.
"Follow me, I can talk to you meanwhile I make my way."  the stranger smiled at Hale and then nodded.
"Spit it out. Whoever you are!" Said Hale trying to follow the pace of the stranger's steps.
"Person, you are at "don't know land". Can't you see with you own eyes or you're neophyte here?" the man said swinging his head negatively.
"Translation, now." Hale suggested.
"Which language?" laughed the man.
Hale got angry and threw the man against the wall.
"No jokes, if you still want to go." he conclude.
"Sorry. I just guessed you didn't notice you're not speaking. We are  see-through minded.  Like transparent. Like using real expressions, but none languages." the stranger seemed virtuous by telling him that, as if he had given the answers to all of Hale's questions.
"What the heck you sayi..."
"You are not opening your mouth nor I am. Look at me. "  the stranger  was totally excited with that.
Hale looked at the stranger's face which stood by and didn't move a centimeter, even though he kept saying words.
"We have transparent souls here, see?"  his smiles  were pretty transparent, thought Hale.
"I must be dreaming or in a nightmare. I might have crashed and died  or I got a comma."
" Stop worrying about and move on. Choose the door and stop making questions. It's your choices that make you what you are."
"How did you hear me.. I didn't say... crap. "
"You are transparent here. I feel your worries, fears, preoccupations. As you might feel my will to get to my door. I really want to go. See you, cowboy." and he got to a door.
"Name, you scumbag?"
"Oregion is my name. I must fall on my way. Hasta cowboy!" and he got in.
He thought he could follow Oregion but as he opened the door, there was nothing but clouds.
"Ok. So I got to find my way. "
One fluid, suddenly, came out of his chest and follow straight the corridor. As a water beam uncolored. He ran in its direction until he sight one left door. But this one was not shiny and white with a black question mark onto it, but the inverted colors. It was completely dark with a  white question mark painted on it.
"why that's gotta be mine... just my luck." and then he entered.

Herdeiros da Tradição

Ele caia de pára-quedas na mata. Ele flutuava pairando sobre o capim alto e desaparecia através de suas pontas verdes. Ele juntou-se ao silêncio da noite e separou-se do barulho dos grilos e vaga-lumes. Ele ainda estava vivo. Ele fez fumaça em território de Tarumbaçu. Ele dormia dentro de saco verde do lado da fogueira. Ele de longe era miúdo, assim como de perto. Ele branco e acomodado também. Ele brasileiro, provavelmente. Ele  de manhã me viu. Ele foi trazido por guerreiro Nuwamai e Çarumuiu. Ele perdido em território de nós, sim. Ele miúdo, comida teve. Ele feliz. Deuses felizes. Virtude nossa. Ele fica nossa terra sem saco verde. Ele dorme rede de  vime agora. Ele planta e come. Ele fez progênito em filha  minha, Geikiwaçu, também. Ele risca papiro com muitos riscos azuis. "Consegui Doutor Alfredo, estabeleci comunicação positiva; eles são uma comunidade isolada, sem escrita e sem aparelhos tecnológicos. Eles não tem língua, pois eles gemem uns para os outros. Uma vez que quase foram esquecidos no Acre... eles sabem agricultura, o que poderia ser meio de produção para exportação..." - De novo?  Tudo de novo? Por que tudo de novo? Porque não refletem. Por que não conseguem livrar-se de seu ego? Porque é mais trabalhoso, porque têm medo de tempestades e conflitos. É mais fácil ver as coisas a partir do seu próprio umbigo do que aceitar a diferença.

Menos depressivo

Se o carro bate-se agora, não iria ser grande coisa. Até que ele bateu. O barulho das buzinas, do freio e do poste que despencara, inundaram a rua. Senti um arrepio atrás do pescoço. A princípio era raiva que me consumia, mas agora apenas vejo culpa sobre o sentimento que havia sido despertado em mim. Seu corpo estava suspenso pelo cinto. O airbag inflado contra seu rosto amassado. Larguei minhas compras no meio fio e, em um átimo, me aproximei do carro espatifado de pontas pro ar.  Estava inerte ali dentro. A única coisa que se movimentava era a gota de sangue que escorria pela lateral de seu rosto como suor.  A ambulância chegou de pressa junto aos bombeiros.
Ás vezes, sentir frio como se ainda estivesse esperando por algo é natural. É como estar parado estático no "achados e perdidos" buscando encontrar a chave que solucione seus problemas. Tragédias da vida moderna. Preciso me encontrar, pois já esperei tempo de mais por algo que não vai voltar. Não estou alone agora, tenho meus pensamentos. 

punto és diferente de punto final

Hace años, todavia voy a acordarte que eso es un error. Pensé que ibas a darme el color y ponerlo en mis manos. El alma de vos no me pareció tan arreglada tal cual tus piensamentos. y cuando me llevabas a la  cama y al baño; tu venió al mi alcance y me enseñaste que no era dificl. las vacaciones son siempre llenas de cosas memorables, no? dime se hice lo que te encanta; dices "no" ahora, dijes "nadie me encanta". Pero tu venió. y tu dapartió. y ahora tu quedó.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Incompreensão

          No meu quarto, de fato, me sinto latejando. Estou me afogando em uma dor irremediável a medida que a noite cai. Não há nada que se faça sobre isso a não ser acalentar esse sofrimento e acomodá-lo contra o travesseiro. Já te proíbo de leres meus pensamentos, pois começo em plano raso e termino em cais profundo. Não quero assistir outros náufragos ao meu redor.
         Estou sob efeito de drogas pesadíssimas: olhos piscando como os do vagalume, acendendo e apagando, quase divagando, no escuro flutuando, me olhando contra o reflexo do espelho e me deixando. Do outro lado já não é meu rosto que me encara, mas teus olhos verdes. Eles me arrastam, eles me levam contigo. Eles dançam pela calçada e me desenham teu sorriso fazendo uso do batom de teus lábios. A ponta dos teus dedos encostam nos meus  - enquanto eu inspiro intensamente esse momento - na superfície de meu reflexo. Até que minha noite amanheça.
          O que os normais diriam? O que diriam os anormais? "Sádicos", "loucos" ou "sãos guiados por uma outra Razão que não se é compreendida".  E é por isso que queimo, inundado de pensamentos. Não parece  que tua voz  seria capaz de me dizer isso.