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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sentimento de perda

     Foi num quarto sombrio que aconteceu o irremediável. Quando ela morreu não houve som, ou ruido algum. Ela simplesmente se foi. Me aproximei de seu corpo e não tive surpresas, sua pele estava albina como algodão. Pensei q fosse um clarão, pois foi rápido demais, logo depois de ligar para funerária algo flutuou por tras de mim naquele quarto e era branco. Nesse momento, percebi que não era minha mãe, era um anjo ruflando as asas e saindo por uma das janelas, sem dizer-me adeus; só dizer-me coisas do silêncio.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O nível de logos está baixo por aí

       Nada daqueles momentos obsoletos faziam sentir o sorriso verdadeiro, pois assim não eram. Eram, sim, todas as convenções falsas, de comportamentos repetidos, em que todos riam com um sorriso hipocrita todas as inverdades, deixando todo o resto do sentido para tras, como se ele não fosse importante para a formação de uma ideia e opinião. E era sempre o mesmo sentimento sem emoção e a risada ritualistica pelo motivo menos pensado (em que alguém em algum lugar do universo sairia ofendido). E deveria haver algo certo naquilo tudo, ou desde sempre, (sei que não) se instaurou essa ideia daninha. Uma ideia daninha gera sementes podres e sem produtividade alguma. Eles, apenas, são frutos. Frutos que não servem para nada, muito menos pra alimentar as ideias. Junte cabeças impensantes e é isso que você vai encontrar: pensamentos infecundáveis. A conclusão é de que as pessoas conseguem viver mentiras e irracionalidade. É como se fossem dado a vida humanóide, mas vivessem a vida de uma girafa (coitadas). Temo por nunca terem rido de verdade, amado de verdade e terem amigos de verdade.
Apenas um amontoado de frutos apodrecidos.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Silence like other

            What is there into his eyes? Down into his eyes there is a corridor with no meaning at all. A subtle feeling of correctness and order clinged to his mind whereas his heart knew that there were no objects in that place to be neither ordered nor correct. "What does it mean?"  he asked his own fruitful mind. For that no humanity inhabitted that setting, the absence took one step forward and told him that at least there were doors. "What could be better than doors when there is nothing else?" He thought. It lasted more two hours for his mind to notice he didnt need anyone else owing to the presence of the non-said: the silence which made the corridor looks crowded. However, it lasted more two hours for his mind to notice he was too much for himself and silence. Thus, he needed someone.


Subtítulo do Blog

         Compor é um ato nobre: é descobrir-se; mostrar-se a sí mesmo; é enfrentar seus terremotos e furacões -sua natureza: aquele quem você é; aquele quem você não é; e aquele quem deseja ser. É uma música nunca ouvida; uma pintura nunca presenciada; um texto nunca lido; uma receita nunca experimentada; um olhar nunca observado. Compor é abraçar as semelhanças e diferenças, transcrevendo-as de forma a relacionar o criador com tudo aquilo semelhante a ele(a), dos defeitos às virtudes, sejam transpostos em personagens, rimas, ou pinceladas - e também relacionar o criador com as coisas que se opõem a ele(a), para que assim aprendemos o Outro.



Busca da verdade

      E quando o ano acabar, os olhos de quem o viveu perceberão. Tudo o que aconteceu perseguirá o seu ponto mais sensível, corroerá parte da sua esperança - a chama da inocência - pois é um fragmento de sua consciência que emergirá. Consciência de que ao fechar os olhos, você se esquece de continuar sentido, e o mundo ainda sim anda sem você. E é por esse sentimento de carência individual, exílio de sua existência, o encontro com a dialética da vida se faz verdadeira - positiva e negativamente de um ponto de vista egoísta - mas por conta disso sua humanidade crescerá. Não há sabedoria sem dor, pois a dor está no ato de pensar e por causa dele tentamos o "não-fechar dos olhos" - o que mais dói. Entretanto, a sabedoria é cumulativa, não perdemos quando reabrimos os mesmos olhos curiosos, e esse é o lado bom da vitae, da movimentação e perspectiva dos objetos do mundo exterior. Logo, toda a expectativa da verdade interior, de fato, superará  qualquer que seja a dor final: o último fechar dos olhos.