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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Athenas, a verdade


É primavera aqui, mas onde vivo é Alaska, Antártida, Groenlândia. Já não cheiro as flores, não piso em folhas e não vejo beija-flores. Não há cartas, não há e-mails. Não há perfumes. Mesmo que elas existam, não há pessoas. Vivo em um iglu cercado de rachaduras. Meu coração está em quarentena, sem cobertores ou braços. E além disso, morro a cada segundo, pois meu Deus nunca considerou meu estado de paz.  Athenas diz que me tornei o primeiro esquimó brasileiro.

Que(ria)

         Queria te fazer rir com essas folhas de árvore. Queria te fazer embalar em uma canção batucando as costas do violão. Queria te fazer novamente admirado pelas minhas atitudes estabanadas. Queria te fazer tocar de alguma maneira. Queria te fazer os olhos me encontrar. Queria te fazer ficar uma noite na praia apenas conversando. Queria te fazer me perceber quando nem ao menos existo. Queria te fazer escutar meu silêncio, meu sinal, minha dor. Queria... e depois de mais de dez mil linhas, ainda quereria.

Comprimido


Não há saída nem mesmo pela porta dos fundos. Poderia chacoalhar o mar, combater a chuva e transbordar um vulcão. Assim tamanha é minha agitação. Mas não sou o reflexo equivalente às palavras “destruição” e “caos”. É apenas uma enfermidade exagerada a minha, sem rima, sem tudo, sem nada. Me sinto comprimido nessa droga de mundo sem cura.

Escolha errada. [carta não-enviada]

... ,

           Deixo a chuva escorrer todas as gotas em minha janela. Essa atmosfera é completamente influenciadora. Um filme de romance que acaba em separação, uma música diferente que não vou ser capaz de esquecer mais tarde - por não estar acostumado à baladas em espanhol - e tua mensagem.
             Me lembro do que a gente teve e foi tanto real quanto imaginário. Tenho medo de te deixar pra trás. Mas não posso te carregar comigo no presente. Entende, fui deixado primeiro. Embora eu esteja apoiando minha incoerência emocional, me apego a corência lógica: não é certo eu fazer o mesmo que fizestes comigo, mas não me entenda por seguro, com afinco...
           Estou triste por essa confusão na minha cabeça e em meu peito. Não consigo descartar nossas semelhanças: tua jovialidade, teus gostos, teu sorriso, tuas diferenças. Só de pensar que estou te machucando faz minha respiração ficar ofegante e meus olhos pesados. 
            Estou sensível esse mês e cheio de coisas na cabeça - o que não é vantagem para alguém de mesma natureza. Só peço um tempo para o tempo. Não tenho certezas, aqui, comigo, agora. Na verdade, minha vida está em obras.

Saudades, (para sempre) pela curta vida : eu.

Qual língua é a tua?


Sobre mim e a língua não vejo uma ponte e sim um viaduto.  Embora não seja 50% bem sucedido, a minha tradição é fugir do tradicional, não olhar para trás - não abdico de minha prévia cognição, mas não aturo categorizações. Me interesso em personalidades fortes e boas argumentações. Embora todo mundo tenha um pouco de cada coisa, de jeito nenhum me vejo como vítima, sou mártir. Me contradigo: me odeio e me acho um máximo. Uso minha língua para dizer e fazer-me dito (frase, oração, ou período composto), para tocar outra língua, lamber cada palavra, massagear o palato,  esculpir o sentido, articular as articulações (aquelas),  sentir o salgar das lágrimas, e é claro, sem falta, para o sexo oral. Dane-se as definições. Estúpidas são elas, aquelas, julgamentais, já ditas. Não fazem parte da minha língua.

Minha Gramática e Literatura


Meu passado é perfeito, mas meu presente é recheado de imperfeições, incoerências e contradições. Uma seqüência de adjetivos me perseguem como antagonistas do meu próprio romance: o vazio, o frio e o fragil. Eles não me modificam, nem atribuem uma qualidade a mim. Eles praticam uma ação sobre mim. Me sacrificam, me atormentam, tornam-me sujeito a supremacia do pesar e a escravidão da nostalgia. Por isso, renego a impessoalidade, aliás, sou ultra-mega-hiper pessoal quando falo de mim, você e eu. Nessa corrida incessante o que muitas vezes me mata (pois já morri algumas outras) é a expectativa. Me perco em intransitividades enquanto caio e anoiteço. Procuro a toda a brida sentido em tuas palavras no breu do ontem.  Sou transitivo, objetivo e direto mas me comunico por figuras de linguagens, às vezes mantenho-me subentendido.

Hoje aqui

         É o presente de mim que se encontra despedaçado. E meu único salvador também é meu melhor inimigo. E é assim que não penso, mas sinto. Pensar é uma ferramenta que elucida todo o tipo de dor: aquela que vive no quintal da sua casa até a outra que habita as paredes do seu interior. Desordem invertida. Sem silêncio. Sem luz, sem noite ou dia. A presença de uma ausência, é ficar. Hoje, tudo é estranho agora e isso faz apenas alargar a dor, embora eu saiba que é apenas assim que se vive vivendo.

Melhor amigo


Você alguma vez já viu ela? Normalmente passeia através das árvores. Anda pelas ruas despreocupada. Não importa a estação ou o tempo. Sendo frio ou calor, chuvoso ou nublado. Ela não liga para essas convenções convencionais. Às vezes mergulha em lugares inapropriados. Adora a hora do almoço e adora meu abraço.  Sente-se a vontade apenas estando jogada no sofá olhando simplesmente para o teto. E algumas vezes tem o leve costume de fazer com que as pessoas pensem que é anti-social. Na hora de dormir, ela  geme.  Ela sempre tem pesadelos. Se você alguma vez já viu ela, ligue pro número 01234567. Ela tem um laço vermelho no pescoço e se chama  Calda. Possui porte médio e deixa baba por tudo onde passa. É uma mistura de felicidade com alguma coisa estabanada.  Se olhar no fundo da esfera dos olhos dela você notará claramente a íris  manchadas por uma cor acinzentada. Após isso, certamente, caso seja realmente ela, certifique-se de que sua cara (ou mão), não fora lambida. Não se preocupe, qualquer aproximação brusca, não é agressiva, e sim uma forma mongolóide de pedir carinho. Queria um dia encontrá-la. Mas estou certo de que se encontrá-la, você não fará ligação nenhuma. Não é todos os dias que você pode encontrar um melhor amigo.   

Sol

        As luzes através de seu rosto se cruzaram em forma de cruz. Era sol outra vez naquela varanda. Podia vê-las reluzirem no seu sorriso. Teus dentes bem feitos. Tua boca contornada. Teus lábios macios. Tua cozinha estreita. E teus olhos... inexplicavelmente indescritíveis. Fizeram me sentir tão pequeno e insignificante quanto uma minúscula virgula em teu inteiro romance.

Um rio só


Me recuso a aceitar que passou. Mais um ano passou e nem ao menos percebi. Não percebi os dias, nem os meses, tão pouco as estações.  Foi aquele principio de inverno provavelmente. Aquele principio de inverno que congelou meus dedos, meus olhos e meu coração. Meu coração congelado na dor, permaneceu semi-estático envolto a grossa camada de gelo. Gelo que nem o verão pode degelar.
Mantendo-se apertada contra o coração, acolhida sentiu-se a dor. Sentiu-se em casa. Mas não fora assim como meus olhos sentiram-se. Melosos e lubrificados pelas gotas. Fundou-se ao meu redor um rio. Esse rio chama-se Solidão. E eu sou uma ilha. Uma ilha cujo único habitante sou eu. Me recuso a aceitar que passou. Mais um ano passou, e eu só envelheci.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aleatório

Dialética
 
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

Vinícius de Moraes !

Nota 10

Observem a abstração de um aluno de oitava série nas aulas de ciências !



 "Levar a sério a escola"   -     É engraçado como a escola impõe predeterminado papel para as crianças e adolescentes. "As crianças entram na escola para aprenderem a ser gente." Ou seja, virar meio de produção para o mercado, ser útil a sociedade. Em outras palavras, ela não é gente até adquirir o diploma, não  é gente até deixar de resistir as imposições. Existe algo de errado no modo que ainda abordam a escola...

"Você já está confundindo as coisas."   -   Tenho certeza absoluta que esse carinha aí foi muito mais além do que decorar algumas linhas de livro, ele foi muito além ao ponto de ter a consciência da reação do professor.

 "É assim que encara as aulas de ciências?"   -  Talvez eles (os alunos) esperem algo mais inteligível, que faça sentido para a vida deles, e não a nota ou o circo da inteligência do Prêmio Nobel - do campo da memorização.

Realmente engraçado! Nota 10!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Cancer

     Minha índole é genuinamente evolutiva. Minha filosofia é fundamentada sobre as idéias de síntese e acréscimo sobre qualquer tipo de experiência. Aprendi que nada se generaliza e que não existem verdades absolutas e que a ser maniqueísta é um equivoco homérico. Eu sei, sou canceriano de casco grosso, e por isso, entendo a imparcialidade e as contradições que necessariamente transitam na integração da nossa totalidade: ying-yang. E por isso, me perco e me reencontro. O entendimento do desentendimento. Me acho novamente em alguém, e me perco de novo em mim. E update: me reconstruo e otimizo esse sistema natural e complexo.

Apesar

Na verdade, é que preciso que as palavras sejam vomitadas. Não se pode reprimi-las de modo que  te aprisionem sob pena de morte. Costumo a estilhaçar-me em pensamentos. Por que? Por que? Desesperadamente. Na verdade, que ótimo que as coisas tendem a mudar. Apesar dos apesares.

Subversão: a sala de estar

        Eu não sei o que verte em meu sangue, não sei o que conduz meus pensamentos. Meus instintos não deixam minha mente persuadir meus atos. Apesar do drama, não aceito romances na vida real porque estes são ficção. Ironicamente, meu problema maior deve-se a minha abstração emocional. Tem algo em mim que me eletriza dos pés à cabeça. Que altera meus batimentos. Que me entorpece e evoca delírios. Fico trêmulo e desaprendo o que já sei. Percebo ainda a falta de algo nessa pratilheira.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nas núvens

       Queria um minuto de silêncio. Queria que você parasse de lembrar do outro. Queria ter seus pensamentos nos meus, mas sei que isso é improvável. Queria sentir teu cheiro no meu. Queria tanta coisa. Nunca vou te ter inteiramente. Agora só são flashes, a cada lágrima derramada - escorrendo em minhas bochechas se acomodou no canto da minha boca. Agora não te tenho aqui para afagar meu rosto e me proteger da dor. Tu foste, no dia, meu escudo, na noite, minha força e na vida, meu ar. Tu és tudo o que conheço. E agora...  já faltam palavras, signos. Existe algo em mim sem vida agora. Mas minha maldição foi tua herança e essa dor só acabará quando meu espirito dizer adeus e partir para além do além. "Hoje à noite não tem luar. Já não sei... Onde está meu amor?" Renato Russo

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entendimento

Ele estava cego e não podia enxergar. Tentou tatear as paredes em busca de equilibrio, todavia sentia-se tonto, torto naquele chão frio. De fato parecia estar afogando suas narinas com a porção de umidade daquele cubículo, e o ar que respirava, infelizmente, vinha em pequenas quantidades. Sentiu um calafrio em seu pescoço enquanto seu rosto pingava suor. Uma nausea demorada não deixava-o pensar direito. Mas resgatando sua vontade mais oculta, persistiu na tentativa de clarear seus pensamentos. E começou a lutar.  (...) Era uma vez tudo tão concreto. Só que agora, estava imerso em uma rebelião de idéias. Uma guerra. Bombardeios para todos os lados e muita dor. Sangue e lágrimas. Uma revolução com apenas um caminho sem volta. Por algum tempo, foi tomado por um clarão. Sentiu medo pelo confronto, pois o que se defrontava caracterizava-se como algo diferente do que já era conhecido.  Ele percebeu que aquele era o tempo que precisava para poder se concentrar em apenas  um objetivo: achar uma solução para livrar-se da maldita e ferrenha escuridão. Seus olhos percorreram afoitos a dependência, mas estava cego e não enxergava. Devia se acordar. Livrar-se do breu, do julgamento; quebrar aquelas paredes, combater  a sí mesmo. Não enxergava o que precisava ser enxergado. A resposta era clara, a não ser que ele não quisesse vê-la ou aceitá-la. Talvez nunca conseguisse sair dali. Ou conseguisse. A única coisa que sabia é que precisava saber. Ele teria que mudar. Mudar, para enxergar.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

I, 2, III (um, dois, três)

Parte I

Sei que um dia tu me ouvirás pronunciando aquelas palavras que um dia rejeitei te dizer. Quando tu voares pelo mundo vou estar aqui absolutamente sozinho. E não importa o tempo que levares até que te sintas nostalgico procurando novamente o caminho pros meus braços, eu vou estar aqui. Nunca serei o mesmo, preso nessas memórias. Na ilusão de que ainda pertença a ti. Porque depois de te amar nunca poderei ser o mesmo. Nada se compara, nem as folhas, nem as lágrimas, nem o tempo: não depois de ter amar. Sei que agora me ouvirás emudecido em um mundo tumultuoso de palavras.

Parte II

Leve tudo embora. Mesmo que aparentemente eu já não tenha nada. Se um dia estive me sentindo no céus -em um paraíso imaginário -hoje devo estar enterrado a sete palmos abaixo da terra. Porque a unica coisa que me restou foram teus tormentos, tua triste alegria, teus bondosos gestos de ingenuidade e o jeito que levavas a tua vida.

 Parte III

Existe algo entre o céu e o inferno. Há tu. Ainda não sei como é ao certo, mas é a média entre o limbo e o jardim do paraíso.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tempos Difíceis da Divagação Temporal

Hoje me pergunto "por quê o amanhã nunca chega?"
E amanhã me pergunto "porque tudo passa tão rápido?"
E hoje me pergunto "por quê me perguntaria isso?".
E amanhã me pergunto "por quê pensei que não perguntaria?"
E hoje me pergunto "o que restou de ontem?"
E amanhã me pergunto "o que restou de ontem?"
E hoje me pergunto "pra onde fica o ontem?"
E amanhã me pergunto se o ontem é um dia antes de hoje.
E ontem, não existia o mesmo ontem.
E hoje existe o ontem e o hoje.
Para o ontem o hoje é o futuro de amanhã.
Só que depois de amanhã eu não sei.
Eu não sei amanhã e não saberei ontem
Mas o que hoje eu soube?

Porcos-Maus


     Certa vez em um verão, havia uma loba que teve três lobinhos. Ela estava velha e não tinha como sustentar a ninhada, então mandou que partissem em busca da sorte. E antes disso os alertou:
     “Meus filhotinhos temo que talvez possam não sobreviver, mas se ficarem não terão chance... E tudo porque os porquinhos são os bonzinhos... E infelizmente a nossa situação alimentar pede que comamos carne... mas vão..."
    O primeiro lobinho andou, andou até que encontrou uma casinha de palha, então bateu na porta...  Ninguém atendeu.
    O lobinho perambulou a casinha toda tarde e nada. Estava cansado e faminto.
   “Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
    “Não, não, pelos fios de minha barba, aqui você não vai entrar.”
    “Então vou soprar, e vou bufar, e vou sua casa adentrar.”
     Com as ultimas forças inspirou o ar e soprou.
     A casinha caiu ao chão e sem forças não conseguiu pegar o porquinho que estava descansado e bem alimentado, apenas o viu correr à orla da floresta, enquanto via a noite começar, estirado a frente da casinha, sentiu suas pálpebras fecharem.
    O dia clareou, o segundo lobinho andou, andou até que encontrou uma casinha de tojo, então já muito cansado na porta bateu...  ninguém atendeu.
    O lobinho perambulou a casinha toda tarde e nada. Estava cansado e faminto.
   “Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
    “Não, não, pelos fios de minha barba, aqui você não vai entrar.”
    “Então vou soprar, e vou bufar, e vou sua casa adentrar.”
     Inspirou ar para seus pulmões e soprou.
     Mas o lobinho guardou suas últimas forças para pegar o porquinho.
     A casinha caiu ao chão e quando conseguiu pegar o porquinho que estava descansado e bem alimentado, apenas ouviu um ronco vindo a sua direita, então sentiu uma panelada na ponta de seu focinho, e alguma coisa corpulenta e fedorenta subir as suas costas, roncando sem parar, sentiu suas pálpebras fecharem.
    “Pega ele... Geraldinho! Assim não vale seu porco sujo!”
      O dia seguinte clareou mais tardio, e as folhas das árvores se encontravam caídas ao chão, às laranjeiras geravam laranjas e os limoeiros, limões. Era outono. O terceiro lobinho andou, andou, e andou, até que encontrou uma casinha de tijolos, então já muito, muito determinado, na porta bateu...  Ninguém atendeu.
    O lobinho perambulou a casinha toda tarde e nada. Estava começando a ficar com fome, mas sabia que não podia sentir-se assim.
   “Porquinho, porquinho, deixe-me entrar.”
    “Não, não, pelos fios de minha barba, aqui você não vai entrar.”
    “Então vou soprar, e vou bufar, e vou sua casa adentrar. Mentiroso.”
     O porquinho se assustou.
    “Ahm?”
     Com as últimas forças inspirou o ar e lembrou-se do homem fazendeiro sobrevivente da segunda guerra mundial, que havia conhecido na floresta, que o tinha ensinado como um porquinho pensa e então como eram suas casinhas.
    Jogou então uma “granadinha” pra dentro da “casinha” pela “chaminézinha”.
    KABOON!
     A “casinha” caiu ao chão então fora até o corpo dos porquinhos, chutou o primeiro para um lado, o segundo pra cima do pianinho esfacelado, e o outro pros destroços da chaminé, atravessou a sala, e se aproximou do caldeirão... Tirou o corpo de seu irmãozinho lobo e saiu da casinha com sua cabeça erguida, comendo as laranjas jogadas a beira dos arvoredos que adentrava e jurando que nunca mais iria comer porcos.
    Então, ele pensou.
    “Se estão queimados, são presuntos.”
   Voltou para comê-los e satisfazer seu ego sem peso na consciência, até porque, não foi ele que havia os matados e sim a “granadinha”.